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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PLANGENTE (II)




Os sinos dobram! Choram reticentes, tristes!
Revejo a vossa imagem a caminhar no adro,
Por trás do véu dos tempos idos, mui cendrado...
Co’as vestes noturnais do dia em que partistes.

Invocam, dentro em mim, o dobre dos finados,
Anunciando a vossa morte e despedida,
Em lúgubres lamentos vindos lá da ermida,
Que se somaram aos meus, profundos, enlutados.

Os sinos dobram tristes! Choram reticentes!
E as minhas noites, como eles, são plangentes,
Jamais eu fui feliz depois de vosso adeus...

Saudades eternais residem dentro em mim!
E hão de ir comigo até meu pobre fim,
E vivereis em mim, nos tristes sonhos meus...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SOMBRIA



A despedida vossa – meu desgosto –
Tornou-me assaz dorida e amargurada,
que nunca mais amei, senti mais nada,
e pôs-me tantos vincos no meu rosto.

Tal dor causou-me a vossa despedida,
Que agora sou a imagem da tristura,
Da mais sofrida e amarga creatura,
Que vaga pela noute, desvalida...

A despedida vossa, meu fadário,
Tornou-me um pobre ente solitário,
Apenas uma sombra suspirosa.

Não mais que uma sombra desditosa,
Que a mais triste saudade hoje esposa,
E arrasta vida afora o seu calvário.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

NOTURNA



Sorvendo a seiva dessas minhas dores,
Eu vou cerzindo sonhos esgarçados,
Outrora dentro em mim acastelados,
Replenos de ilusões, de mil alvores...

Sonhos tecidos co’s sedosos fios
daquele amor que era minha luz,
que agora a tantas dores me conduz,
causando em mim tamanhos desvarios...

Os inumados sonhos meus, quimeras,
Razão de meu viver em outras eras,
São fontes de penares, dissabores.

Hoje mergulho em mil brumais tristezas,
Num mar de pranto, mágoas, incertezas,
Sorvendo a minha dor e os seus licores...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PLANGENTE




Minh’alma hoje chora, mui pranteia
Sem mais sonhar os sonhos vãos, doirados,
Daqueles outros tempos já passados,
Que agora alembro, à luz d’uma candeia...

Minh’alma e corpo já estão cansados,
Meus olhos já não veêm a lua cheia,
E minha vida em nada mais s’esteia,
Meus sonhos hoje estão amortalhados...

E lacrimosos são meus longos dias,
E minhas noites são também tristonhas,
Daqueles sonhos meus restou mais nada!

Já fui feliz! Amei! E fui amada!
Vivi serenas tardes, mui risonhas,
Mas hoje minhas noites são vazias...

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).