Mostrando postagens com marcador CANTO REAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CANTO REAL. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de dezembro de 2023

El Canto Real d’el Remanescente Criador!

 





Luminar, ilustrar-vos iluminar-me-ia!

Lunar, o astro estelar nocturno, a olhar-me o mar!

Luz da Lua, em meu sonho à áurea estrela, dormi-a!

Os vossos olhos, olho-os sempre a contemplar,

Em um celeste céu cintilante, o galante

Manto da escuridão d’estrelas sempre avante

À astral constelação mística em minha mente,

No elegante mistério à aura da luz crescente.

Vejo em minha memória os gestos nobilíssimos

De ordem modesta e enxergo o bem crescentemente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

Às fases desta face, a doce fantasia

Do ciclo renascente em que almejo a alcançar

O elevado semblante oculto; e, todavia,

Mesmerizado estou perante o alvo luar

Que se revela em véu estrelado e elegante

Dos cosmos do universo: agora, avante e d’ante.

Na escuridão presente o instinto em mim pressente

O alinhamento extremo em sentido ascendente

D’astrais constelações em escritos grandíssimos.

E, as escrituras, leio-as ascendentemente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

Através do silêncio escuto a sinfonia

Das ondas do oceano um hino a iluminar

As lágrimas em mim! Anjo, agraciar-me-ia

Em uníssono o som de um escrito estelar

Em que vos ouça a voz da estrela mais brilhante!

Avisto o plenilúnio eclíptico adiante...

Observas-me o cadente encantamento e o sente

Meu coração distante a alma remanescente

De elípticos vitrais de azuis excelentíssimos!

Real miragem miro em mim remanescentemente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

Contemplo honrado o plano em perfeita harmonia,

Conforme o etéreo templo aguarda-me a elevar

O hermético ideal que a aura equilibraria

O homérico estado à grandeza do altar

Em plenitude e digno à paz gratificante!

Outrora e doravante a hora concomitante

Manifesta-se sempre agora no presente

Do passado e futuro e o perpétuo cadente

Pretérito em porvir de umbrais hoje bravíssimos!

Perpétua e eternamente à arte cadentemente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

A atemporal virtude excede a epifania

De efêmero momento além de arrebatar

O espírito em que, enfim, a essência ascender-me-ia

A existência ao elevado e íntegro patamar!

Transcendência em destino ardente e flamejante

Em áureas chamas, chama-as de forma que o encante,

Celeste elixir d’água azul de antigamente,

Dos álgidos metais de prata resplendente

Em altíssimo solo e elementos boníssimos

De árvores eternais resplandecentemente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

Anjo, achar-se-vos-á, sagrado e onipotente!

Sublime, encontrá-lo-ei, na insígnia onipresente!

Divinos, ser-me-ão, pois, vossos feitos belíssimos!

Significado insigne e um signo onisciente...

Conserta-me através de um concerto em que o ouvisse-mos!

 

 

(Bhrunovsky Lendarious)

[Poeta Lendário]



sexta-feira, 28 de julho de 2023

PUBLICAÇÃO DA III E-ANTOLOGIA DE POESIA RETRÔ

 



Nossa terceira e-antologia já está disponível para ser baixada e lida. Clique
AQUI


A antologia eletrônica anual realizada pelo Poesia Retrô em 2023 foi organizada por Rommel Werneck e Poeta Lendário com ISBN e ficha catalográfica de Amanda Moura do Guia do Autor Independente. O e-livro gratuito possui textos dos dois organizadores, dos quatro autores convidados: Bernardo Szpilman, Derek Castro, Elvira Drummond, Janete Sales Dany e seguintes selecionados: Alessa B.; Aline Bischoff, André Tourinho; Alysson Bezerra Alexandre; Dheyvid da Silva; Edih Longo; Horácio Cândido, Joaquim Cesário de Mello; Lucas Ferreira Torres, Luxor Kron, Marcos Antonio Campos, Oliveira Caruso e Roque Aloisio Weschenfelder. Nas 140 páginas é possível ler sonetos, terzinas, sextinas, plêiades, poemas em versos livres etc


Na noite de vinte e oito de julho de 2023 foi realizada uma live no instagram reunindo Rommel Werneck, Poeta Lendário, Alessa B, Bernardo Szpilman e Luxor Kron. Acesse AQUI.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

SOLIDÃO (CANTO REAL)




Na verve solitária do meu brado,
admirava a vida que fugia 
da colina e do Sol amendoado.
Uma luz já bem fraca se extinguia
no meu peito - e hoje posso confessar
que chorei nessa vida mais que um mar.
As visões preparadas no além-ser
fazem noite o andor de perceber
a clausura, tormentos, sensação
de buscar pela vida o amanhecer
e somente encontrar a escuridão.

Como um círio no seu brilho calado,
minh'alma pelo céu tremeluzia
as dúvidas do meu tempo arrancado.
O maná protetor se fez luz fria,
os meus pés já não tem onde pisar,
separou-se na vida o que era par,
e percebo que não posso verter
mais do que já verti nesse sofrer.
Hoje apenas encontro a ingratidão
margeando o caminho, alvorecer,
e somente encontrar a escuridão.

Traz nédia no meu canto malfadado
de poeta em escusas da ardentia,
o meu sonho aos castelos se fez dado
em choupos invernais... A morte abria
as portas da amargura e do pesar,
de quem vou, sem destino, procurar
refúgio - e ninguém pode me atender.
Vendo toda a esperança fenecer
como a folha ao cair da estação,
resplende qual se fosse entardecer
e somente encontrar a escuridão.

Perfura o céu de fumo, estiolado,
as letras, Pentecostes em grafia,
o meu diário azul foi profanado
por almas que meu peito vão sentia,
por beijos que jamais eu pude dar,
por mágoas que cansaram meu olhar.
Era um martírio quando ela, ao volver
o rosto, me fitava - sem saber
da minha esperançosa adoração.
Como se eu a esperasse a resplender,
e somente encontrar a escuridão.
 
É tudo, meu desejo... cor do Fado 
por aquela que o pranto ao céu subia,
qual razão, Deus da Paz, ter alquebrado
o destino que em mãos senti que ia,
em cântaros poder a morte achar
e em sublime sossego repousar.
Como posso seguir, sem conhecer
do mistério profundo que é viver,
do que existe além da compreensão?
Da existência eu espero o anoitecer
e somente encontrar a escuridão. 

Oferta

Ó Deuses! Que eu pudesse o corpo erguer
para as Esferas, onde mora o Ser,
e com ela adormecer na imensidão!  
Que existisse algo mais do que morrer
e somente encontrar a escuridão.


Vitor de Silva e Gabriel Rübinger


tela: Saint Francis in Meditation - Caravaggio

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Canto Real de Prata e de Ouro

"Redde caesari quae sunt caesaris", voltemos às formas antigas. O Canto Real, baseado em cinco estrofes de onze versos e um ofertório, não tem muitas raízes hoje em dia. Neste Canto Real, um amante põe a amada no topo do mundo - panegírico exorbitado, fruto de paixão - e também no conflito entre o ouro e a prata, onde, no final, os dois metais amalgamam-se, junto com o rubi, cá simbolizando o Amor.

CANTO REAL DE PRATA E DE OURO

Donzela argêntea, rico fruto puro
De altíssimas montanhas, pomo louro,
Errante zéfiro, esplendor vinduro,
De alvura e graça luzente tesouro.
Donzela amada de olhos pungentes,
Penetrantes arpões, tais inclementes
Inscrustaram-te em mim... Eu, navegante
Ébrio, dos mares e mares do soante
Netuno; eu, que jamais temi o abalo,
Jamais me abati ante ao pujante,
Diante de tua perfeição, me calo.

Riqueza em flor diante ao frio e duro,
Força sempre maior que o morredouro,
Amor que cintila em todo o escuro,
Meu único brilhante valedouro.
Riqueza minha, espalhe tuas sementes,
Faz crescer dentro em mim duas nascentes.
Sê meu sol, assim sou mundo orbitante,
Sem ti sou pobre cometa errante,
Sê anjo, amor, que serei o teu halo.
Eu que longe de ti sou tão falante,
Diante de tua perfeição, me calo.

Deusa que tem nas mãos o meu futuro,
Circassiana gema, amã mouro,
Deusa, nesse momento aqui te juro:
Perto de ti sou simplório calouro.
Teus olhos, cada vez mais comoventes,
Congelam as vis, infaustas, serpentes,
Teus olhos são de lume abrasante.
Eu, inseto insignificante,
Flutuante peixe perdido num valo,
Vejo tua aura quente e radiante:
Diante de tua perfeição, me calo.

Ninfa, onde, ao lado, só figuro,
Tal onça frente ao pequeno besouro,
Ninfa, ó ninfa idílica, asseguro,
Teu nome marquei: ferro em meu couro.
Cigana cartomante, a mim tu mentes,
Teus sorrisos lindos, quando ausentes,
Prendem-me em cela, é calor sufocante.
A mim tu mentes, minha cartomante...
Lê minha alma, o corpo, e num estalo,
Lê nela que, vendo-te, minha amante,
Diante de tua perfeição, me calo.

Vestal, de todo alva, branca, apuro,
De cândido luzir, digo-te; agouro,
Vestal, some em te olhar, tão obscuro:
Meu amor de rubi, prata e ouro.
Ouro, rubi e prata: tão fulgentes,
Ante a tuas mãos, marfins tremeluzentes,
Apagam-se no amiúde dum instante.
Graça maior: pensar em teu semblante,
Do mistério que carregas e embalo,
És límpida água, e eu, néscio turvante,
Diante de tua perfeição, me calo.

Oferta:

Donzela, tu, que rege este cante,
São teus estes simples versos que falo.
Não há maior razão que estar distante,
Para amar, donzela, e digo avante:
Diante de tua perfeição, me calo.


http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=1887309

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).