segunda-feira, 30 de agosto de 2010

SOLITUDE


Já não chameja mais em mim a pira
Que iluminava minha lua interna
E fez-se noite tão escura, eterna,
E nada sinto... Nada mais me inspira!


A solitude contra mim conspira,
E nem um verso mais em mim hiberna,
Já não me tange a etérea brisa terna,
Não sinto paz! Calou-se a minha lira!


No céu interno meu não há estrelas,
Nem pirilampos brilham contra o escuro,
Apenas densas nuvens flutuantes

Poesias... Não mais posso escrevê-las,
E de tristeza dentro em mim me amuro,
Saudosa de meus dias mais pujantes.

6 comentários:

L.Rommel Werneck disse...

Edir, eu amo seus sonetos, mas alguém já comentou que vc seleciona imagens lindas para a capa de suas postagens? Adorei isto!

Edir Pina de Barros disse...

Uommel, não te esqueças que foste um de meus mestres na arte de fazer soneto! Fico hontada, pois te admiro muito! Beijos, Edir

Hilton Valeriano disse...

Uma poeta romântica no século XXI! O que prova que a poesia é atemporal! Morram as vanguardas falsas!

L.Rommel Werneck disse...

Que honra, Edir!

L.Rommel Werneck disse...

O que estamos precisando em nossa literatura é de uma nova reforma literária, uma nova "Semana de 22" pra colocar os discípulos de Dan BRown e Rhonda Byrne no lugar deles

Joyce disse...

Dio Santo!
Q liiiinda! 1a. vinda minha aqui e já me deparo q esta maravilha... Encantada...
E o diálogo lindo de vcs acima... Benção!
Amei! Volto c ctz!

Obg, Rommel, pelo teu convite e carinho!
beiJOYs, lindo!

***Parabéns, EDIR!

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).