Mostrando postagens com marcador Nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nostalgia. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de setembro de 2011

CHEIRO DE PITANGA



Faz-me lembrar a infância, o cheiro de pitanga,
Os ledos dias meus brincando nos quintais,
Os tempos de inocência, que não voltam mais,
Brincando de casinha sob o pé de manga.

Álacres tempos, sem censuras e sem zanga,
De rodas e cirandas, d’outros carnavais...
Ah! Tempos bons! Que não esquecerei, jamais!
Carros de boi gemendo! Dóceis bois de canga.

Ah! Cheiro de pitanga!Minha meninice!
Rodando bambolê, jogando amarelinha,
Catando pirilampos nas noites sem lua.

Cheirinho de pitanga machucada e crua,
Aroma de saudade da infância minha,
Prenhe de sonhos tantos, ilusões, ledice.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CAMPOS DE MINHA INFÂNCIA




Campos de minha infância, meus cerrados,
Replenos de araçás, pequis, marmelos,
Doces cajus vermelhos, amarelos,
Que hoje não se vê por esses prados.

Ah! Minha infância! Tempos encantados!
Que palmilhava alegre, de chinelos,
Catando seus frutinhos mui singelos,
Lembranças d’outros tempos já passados.

Não há mais gabirobas, araçás,
Nem doces bocaiúvas, ananás.
Veados pelos campos! Tão faceiros.

Estão os campos todos bem arados!
Mas hoje dentro em mim estão plantados
Os frutos que colhi! Seus doces cheiros!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOSTÁLGICA





Aqui distante vou levando a vida
E tu nem sabes quanto hei vagado,
Chorosa por não ver-te ao meu lado,
Distante assim de ti, tão esquecida.

E não te vejo como hei sonhado,
E trago dentro em mim só dor, ferida,
Uma saudade sempre renascida,
Tais quais essas florzinhas do cerrado.

E o meu olhar se perde nesse lago
Deste planalto, onde só eu vago,
Feito um fantasma que se vai ao léu.

Oh! Meu amado! Que tristura sinto!
Perdida no meu próprio labirinto,
Olhar vacante entre o lago e o céu.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

NOSTALGIA




Andeja solitária dessas ermas sendas,
A semear o pranto em forma de poesia,
Eu levo dentro em mim a dor da nostalgia,
Cantada em tantos versos, tantos mitos, lendas!

Caí, ó, nostalgia, nos teus véus e rendas,
Nas fendas das saudades, da melancolia
Daquele mui distante e tão ditoso dia
Que recebi dos Deuses tão sublimes prendas!

Das prendas que, na vida, recebi dos céus
De todas, a melhor, foi conhecer o amor
Que hoje vive em mim em forma de saudade...

E se distante vai a minha mocidade
Replena de paixões, de sonhos, de fulgor,
Agora eu tenho a ti, os teus sedosos véus!

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).