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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

RONDEL EM DUETO EM GREGORIANO ANAPÉSTICO (3a, 6a e 9a)


Fotografia de Alex Uchôa
Customização minha


 Eras tu! Eras tu!

"Este é o tempo das barcaças.
O mar sempre resta! O mar
É a massa de modelar
Do vento fazer desgraças."
Alexei Bueno. Orae Maritimae



Eras tu que brincavas comigo
   Nos meus sonhos azuis de passados
Onde tu me dizias: amigo
       Em meus braços, nós dois recostados.



Eram tempos sacrais e encantados          
Em que o lago brilhava contigo
Eras tu que brincavas comigo
Nos meus sonhos azuis de passados



Mas Saturno (cruel inimigo)
Conseguiu nos deixar separados
Ah meu deus revelou vil castigo
A dois seres, os dois namorados
Eras tu que brincavas comigo



CRETCHU E ROMMEL WERNECK

terça-feira, 22 de junho de 2010

Confúcio


Na antiga Linzi certa vez pousou
Um velho homem numa montaria.
Andara muito, ao pórtico apeou,
A mente cheia, a cidade vazia.

Contavam que por onde ele passou,
Calava a brisa, o rio e a cotovia.
Na antiga Linzi certa vez pousou
Um velho homem numa montaria.

E semeou nas trilhas onde andou
A retidão, a honra e a calmaria;
Também foi pobre, e como nós errou.
O branco lótus da sabedoria,
Na antiga Linzi certa vez pousou.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quase Alado


O teu corpo em minhas mãos carrego,
Junto com teu futuro e teu passado,
Vendo-te pelas ruas que trafego
Mesmo estando só, sem teu cuidado.

Não vejo-me no espelho, e tanto apego,
De amor tenho a ti, que em todo lado,
O teu corpo em minhas mãos carrego,
Junto com teu futuro e teu passado.

Não escondo em segredo e sequer nego,
Que pouco importa-me se é pecado,
E lânguido de amor, e quase cego,
E vívido de ardor, e quase alado,
O teu corpo em minhas mãos carrego.

http://recantodasletras.uol.com.br/rondel/1849910

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Depois do álgido inverno



Lume fúlgido de amor que sempre arde
Num íntimo sem repostas tão finitas
Açoita, acabrunhado, perpetrando alarde
Nos tormentosos negrumes que habitas

Tu não sabes das pulcras ledices benditas
Nem ambicionas apreender, esta verdade:
Lume fúlgido de amor que sempre arde
Num íntimo sem repostas tão finitas...

Para teres tanta expiação, fui covarde
Que te fiz?Foram ações muito malditas?
Abandonei-te! Oh!Querida, será tarde?
Teu jeito femíneo em mim, tu ainda incitas
Lume fúlgido de amor que ainda arde...

Denise Severgnini

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ORQUÍDEA NEGRA




ORQUÍDEA NEGRA


Olha dentro do negro abismo
orquídea negra tenta florescer
As chagas de um mortal egoísmo
Permite a gema flor fenecer

Por falta de profundo idealismo
Há quem procure mais o ter
Olha dentro do negro abismo
orquídea negra tenta florescer

rompendo a estrutura de um dualismo
o mundo avança em direção ao ser
massas violam normas, há cataclismo
Para o amor ainda poder vencer
Olha dentro do negro abismo

Denise Poenise Severgnini

http://fotos.infojardin.com/subir-fotos/images/klz1228190962d.jpg

Estou como nau à deriva...

oi



Estou como nau à deriva...


Oh! Nau perdida assim no mar!
Onde te levarão os fortes ventos?

Nos campos de Posseidon te farão aportar,
Ou sob efeitos Dionísio terás contratempos?

Singrarás oceanos, laurearás eventos,
Se teu timoneiro seguir o luar...
Oh! Nau perdida assim no mar!
Onde te levarão os fortes ventos?


Como caravela sem rumo, meu olhar
Vagueia confuso ante meus tormentos
Eolo brinca com o barco e com meu pensar
Somos dois desvairados em aborrecimentos
Oh! Nau perdida assim no mar!

Edir Pina de Barros(Mote)

Denise Severgnini

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEja1v7Lwc5u5VdpBP3Wm5VHZJdjxz4y5_JsFfx4nwzCSc0HOZVav9GhwIDYmjitXcW66DzdouP3knjAQ7du6N6WjaZM_6h-CN_uf94WPaoebUDpX5fRkNIrFzlc7AyNgc6kocsBbE4_Rr8/s320/nau_a_deriva1.JPG

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).