Mostrando postagens com marcador NOTÍCIAS RETRÔS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NOTÍCIAS RETRÔS. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
VANGUARDA É QUE NEM TERRORISMO!
Publicado por
Febo Vitoriano
às
05:46
Reportagem completa em: http://g1.globo.com/pop-arte/flip/noticia/2010/08/arte-existe-porque-vida-nao-basta-diz-ferreira-gullar.html
E a frase nem é minha, é de Ferreira Gullar. Vejam o que o escritor diz neste vídeo!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
VILANCETE, lembrança inesquecível
Publicado por
Febo Vitoriano
às
05:16
O texto a seguir é muito caro para mim, tive contato com ele no ano passado quando preparei algumas alunas presidiárias para uma apresentação teatral.
Coordenei duas apresentações: um grupo representando Os dois turrões, um texto de Tatiana Belinky e o segundo grupo numa peça de teatro envolvendo o poema abaixo. As meninas se vestiram de montanhas, verduras, mar etc. Todas as participantes eram alunas presidiárias de alfabetização, tanto o ALFA 1 como do ALFA 2 e claro, não eram minhas alunas, mas foram minhas queridas aluninhas por uns dias hehe.
Basta verem na íntegra a matéria sobre o concurso literário e o sarau que conteve as apresentações: http://www.funap.sp.gov.br/news_198.htm Apesar da baixa resolução que não permite visuialização mais adequada, a figura mais alta no fundo da foto em laranja sou eu. Já a última foto traz as garotas que fizeram parte da encenação que no fim teve a leitura do poema abaixo provando que não é só literatura marginal que faz sucesso nas cadeias.
Rommel Werneck
VILANCETE
Adorai, montanhas,
o Deus das alturas,
também das verduras.
Adorai, desertos
e serras floridas,
o Deus dos secretos,
o Senhor das vidas.
Ribeiras crescidas
louvai nas alturas
Deus das criaturas.
Louvai arvoredos
de fruto prezado,
digam os penedos:
Deus seja louvado!
E louve meu gado,
nestas verduras,
o Deus das alturas.
Gil Vicente (Portugal 1465-1536)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
RETRÔ NEWS: "LAURA BACELLAR ATACA HOMERO E AS EDITORAS PRESTADORAS DE SERVIÇO!"
Publicado por
Febo Vitoriano
às
00:59
Saudações, Plêiade! Saudações, Leitores!
Segue abaixo a continuação da polêmica que enfretamos com a editora Laura Bacellar. Na cor verde, a resposta da editora para mim. Em roxo, a minha resposta a todos os abusos literários do e-mail.
Inicialmente, eu pus o link de meu artigo de defesa na página de recados do orkut de Bacellar, uma vez que orkut é um meio formal para nós escritores/ editores. Entretanto, a autora apagou o recado e nem me respondeu.
Tive que publicar o link como comentário na página de onde o texto original foi retirado: http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/encontre-uma-editora/como-publico-minhas-poesias.html onde o(a) caro (a) leitor (a)/ escritor (a) poderá observar o comentário de defesa escritor por nossa escritora Amanda Vital (A.V.), se aprovado pela moderação, pois não sabemos se o comentário será aprovado. No mesmo link, Bacellar mente dizendo que nosso blog não aceitou um suposto comentário dela. Realmente, comentar no blogspot não é fácil, às vezes, nem eu consigo comentar aqui, mas isto é problema técnico. Ela que se sinta à vontade para falar mal de nosso blog aqui ou no site dela.
Clique nos dois prints
No e-mail que me mandou, Bacellar chega a ofender destrutivamente Ilíada, de Homero e subestimar as editoras prestadoras de serviços. No site, a discussão pega fogo, fomos denominados de "poetas melindrosos", o pior é que eles nem sabem que melindrosos/ melindrados são termos da década de 20, época do modernismo! Na próxima postagem, escreverei sobre esta situação ridícula e ditadorial ocorrida promovida no fórum pelo sr. Sidney Guerra, administrador também do site "Escreva seu Livro".
Reparem o círculo vermelho que fiz em volta da crítica destrutivíssima que Bacellar faz a Homero!
> From: laurabacellar@escrevaseulivro.com.br
> To: rommel_dickens@hotmail.com
> Subject: Re: New comment added. Moderator approval required.
> Date: Tue, 12 Jan 2010 19:56:03 -0200
>
> eis meu comentário sobre seu post, muchacho.
>
> Caros,
> eu não sou uma pesquisadora nem crítica literária, mas uma editora de
> livros. Desde 1983, aliás. E a ideia do meu site não é dizer a ninguém o que
> fazer, mas sim auxiliar os que desejam a encontrar editoras que os
> publiquem. De verdade, não prestadores de serviço pelos quais tenham que
> pagar. Notem que a ignorância é tanta que aqui mesmo o etcoelhoh presume que
> seja necessário pagar para ser publicado... Leia meu site, amigo.
> Quanto às alegações de que não exerço minha profissão com competência ou
> amor, não vou me dar ao trabalho de responder. Envolver-se com livros por
> mais de 25 anos será pelo quê?
> Convido os poetas desse site a pensarem no que disse um colega muito mais
> mais ilustre do que eu, T. S. Elliot, que foi editor e poeta. Segundo ele,
> os poetas são preguiçosos porque não encaram os temas importantes de suas
> épocas.
> hehehe, eu acrescento: se escrever poesia fosse fugir da sordidez e da
> violência, como ficaria Homero com as Ilíadas?
> um abraço,
> Laura Bacellar
Caríssima Bacellar!
Para quem este e-mail é direcionado? A senhorita pôs "caros" e também muchacho, a quem é isto? A mim ou aos outros? Fico lisonjeado que tenha respondido meu e-mail, pensei que tivesse recuado após apagar meu recado no orkut. Se não é crítica literária, por que tece opiniões sobre literatua, opiniões até repressoras? Se seu site serve para orientar autores, por que insere diretrizes destrutivas e até não-literárias? Se é editora, deveria tentar fazer negócio comigo, pretendo publicar meu livro, pena que a senhorita não gosta de poesia...
Em nenhum momento, ignoramos ou desprezamos as prestadoras de serviço editorial, aliás, será através de uma excelente prestadora de serviços que conheço há um bom tempo que publicarei meu livro. Quem fez isto foi a senhorita ao escrever que os poetas podem ser felizes publicando livros de prestadoras de serviços e distribuindo para familiares e amigos apenas. Sinceramente, não julga que seu texto é ofensivo às editoras prestadoras de serviços? Temos o raciocínio: os poetas que escrevem com temáticas clássicas são considerados ruins pela senhorita e eles, por serem ruins, devem apenas ir para prestadoras de serviço, sendo assim, é como se os poetas piores estivessem nas mãos das editoras que prestam serviços, portanto, é como se elas fossem as piores! A senhorita é quem as insulta, nós não a ignoramos.
Eu descobri o artigo navegando pelo site que considerei tão ótimo que hospedei nos "meus favoritos", li sobre sua trajetória editorial. Não a considero péssima, porém seu texto é corrosivo, corrói as editoras, os poetas e também a senhorita. É a impressão que temos, do mesmo modo, que existe a impressão que uma produtora editorial possui acerca de autores que escrevem com inspiração na literatura clássica. Porém não ofendemos a pluralidade literária. Sabemos que a cara amiga é uma boa profissional e que fez tudo por amor à profissão, porém escorrega feio com textos como este.
Realmente, os poetas poderiam cuidar da literatura, valorizando o passado e planejando o futuro. A escrita pode ser um misto entre os dois. O escritor deve observar criticamente o seu mundo e aproveitar o que é útil, o que não significa secularizar a poesia, banalizá-la. O caráter eternizador da lira está presente nestes três versos de Shakespeare na tradução de Bárbara Heliodora, uma grande teoria literária:
"When in eternal lines to time thou grow'st,
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee"
"Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver."
A senhorita não sabe distinguir eu-lírico de escritor, discrimina os poetas e ainda só consegue ver sordidez e violência numa grande obra da humanidade, isto comprova o preconceito que possui. Julgar Homero um escritor baixo e pior (!) sem apresentar nada e ignorando o contexto histórico e as influências para o hoje. O resto já pus no blog. As críticas são sempre aos textos e não às pessoas. Estou aberto a conversas. Desculpe-me se sentiu ofendida.
Post-scriptum: *muchacho: prefiro o termo efebo, não julgo que eu tenha um ar hispânico, julgo que tenho um lado grego sutil.
Rommel Werneck
http://www.poesiaretro.blogspot.com/
domingo, 3 de janeiro de 2010
RETRÔ NEWS "AUTORA" SUGERE A POETAS QUE NÃO ESCREVAM POESIA!
Publicado por
Febo Vitoriano
às
16:53
Saudações, Plêiade!
Venho hoje inaugurar uma nova coluna do blog: Retrô News. Consiste na publicação e comentário de notícias e ensaios sobre literatura. Quem quiser nos mandar informações basta mandar para: principedark_alvaresdeazevedo@yahoo.com.br
Primeiramente, segue o texto que encontrei, depois a bibliografia e o comentário detalhado citando o texto em questão.
"Autora" quer que poetas não "copiem" clássicos porque o povo prefere os "originais".
COMO PUBLICO MINHAS POESIAS?
Laura Bacellar
Recebo muitas críticas a respeito de minha posição sobre poesia. Fico firme nela, achando que nenhum editor pode ser obrigado a ter prejuízo (veja COMO ENCONTRAR UMA EDITORA) só porque há um sem número de poetas desejando um modo de se expressar em público. Ainda assim, apresento a seguir algumas idéias sobre como aumentar a sua chance de divulgar seus textos poéticos.
Poesia costuma ser recusada não só porque não vende, mas também devido à postura dos poetas. Vou comentar o que acho mais problemático.
Muitos escritores talentosos, por exemplo, gastam sua imaginação imitando o estilo de grandes mestres.
Não faça isso!
Nada impede o leitor de comprar os poemas originais de Fernando Pessoa ou Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade ou Florbela Espanca. Os livros desses poetas existem na praça, costumam ser reeditados e apreciados. Imitar o estilo deles é pedir para ser ignorado, porque a maioria das pessoas prefere o original a uma cópia posterior.
Minha sugestão portanto é que você crie um estilo todo seu, parecido com o de ninguém, e insista nele. Diferencial é importantíssimo nessa era de excesso de publicações.
Outra besteira constante, na minha opinião, é poetas recorrerem a temáticas do século XIX, como amor ligado à dor, musas em flor, campos (também em flor!) e outros temas que foram favoritos de românticos tanto tempo atrás.
Por que poesia precisa remeter a um passado distante e bucólico?
Encontre lirismo, beleza, interesse para os sentidos no que existe hoje, no século XXI. Se você escolher assuntos que jamais foram alvo de considerações pelos poetas famosos, como talvez seqüestros ou personagens da Casa dos Artistas ou a televisão ou festas infantis em bufês, aumenta muito sua chance de interessar um editor comercial. Poesia afinal foi criada para nos fazer olhar de modo diferente para o que está em volta, não é mesmo?
Quando produzir uma obra, aliás, minha sugestão é que crie um tema condutor que possa atrair a atenção do leitor. Poesias sobre tudo são o mesmo que poesia sobre nada. Escolha explorar vários ângulos -- interessantes, fascinantes, originais, que ninguém tenha feito antes! -- de um mesmo tipo de assunto. Os bufês infantis de meu exemplo anterior podem ser temas áridos, mas talvez não a infância consumista, por exemplo.
Muitos poetas insistem ainda -- de modo nervoso, irritado -- em querer ser publicados por editoras comerciais quando falam apenas de si mesmos, de suas vidas, sem que nada de muito diferente tenham feito. Ora, sua vida interessa a quem conhece você, quem gosta de você. Se você escreveu algo sem chance de poder encantar a um norueguês daqui a cinqüenta anos, sugiro que parta para a publicação por conta própria.
Divirta-se fazendo uma noite de autógrafos entre seus amigos e parentes, faça o livro que você deseja sem a pretensão de comercializá-lo. Espalhe entre os seus conhecidos um pouco do que você sente, sem desejar o envolvimento da indústria livreira.
Sugiro também que considere outras formas de publicação. Não conheço o funcionamento de veículos como cartões postais, cadernos e agendas, mas tenho visto nesses meios, assim como nas músicas, um canal para a expressão de muitos poetas. Caberia pesquisar como estes meios processam a seleção de seus materiais e talvez apresentar-lhes sua obra.
Vejo a música, hoje, como o canal mais poderoso de divulgação da poesia, não os livros. Portanto, quem deseja fazer fama e fortuna com letras tem muito mais possibilidades de encontrar aí, e não no mercado de livros, um canal possível para a sua arte e lirismo.
Boa sorte!
BIBLIOGRAFIA:
BACELLAR, Laura. Como publico minhas poesias? Disponível em: http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/encontre-uma-editora/como-publico-minhas-poesias.html Acesso em: 03.01.2009 14h38
O texto acima foi encontrado no portal "Escreva seu livro", um site interessante que auxilia o escritor que quer publicar um livro. Entretanto, deparei-me com este texto de mau gosto que comentarei para defender não só a poesia de sempre como o conceito de pluriliterariedade. Comentarei em partes, sendo que os trechos em verde são de Bacellar e os roxos meus.
"Recebo muitas críticas a respeito de minha posição sobre poesia. Fico firme nela, achando que nenhum editor pode ser obrigado a ter prejuízo (veja COMO ENCONTRAR UMA EDITORA) só porque há um sem número de poetas desejando um modo de se expressar em público. Ainda assim, apresento a seguir algumas idéias sobre como aumentar a sua chance de divulgar seus textos poéticos."
A autora alega que os editores não são obrigados a ter prejuízos. Obviamente, todos nós sabemos que poesia é o que menos vende, mas o escritor que intercalar com prosa na sua trajetória literária terá um reconhecimento melhor. Não é apresentada nenhuma ideia e sim imposta uma.
"Poesia costuma ser recusada não só porque não vende, mas também devido à postura dos poetas. Vou comentar o que acho mais problemático.
Muitos escritores talentosos, por exemplo, gastam sua imaginação imitando o estilo de grandes mestres.
Não faça isso!
Nada impede o leitor de comprar os poemas originais de Fernando Pessoa ou Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade ou Florbela Espanca. Os livros desses poetas existem na praça, costumam ser reeditados e apreciados. Imitar o estilo deles é pedir para ser ignorado, porque a maioria das pessoas prefere o original a uma cópia posterior."
Copiar obras e pôr o próprio nome é crime, chama-se plágio, dá cadeia. Quando a escritora diz que "imitar o estilo" é pedir para ser ignorado, penso naquilo que conversei com Nilza Azzi e já expus aqui: o tratamento que os clássicos recebem. Não podemos ver os clássicos como ídolos a serem eternsmente contemplados, reeditados e comercializados, isto seria cair numa banalidade! Por outro lado, há os que julgam os clássicos ultrapassados. A melhor forma de compreender os autores consagrados é buscar sentido em sua obra no hoje e receber suas influências importantíssimas mesmo que isto desagrade modernistas como Bacellar. É importante que os consagrados vivam ainda hoje e tenham discípulos. A maioria das pessoas nem sabem quem é Florbela Espanca ou quaisquer outros citados, culpa do mau ensino da literatura e da péssima visão que estudiosos coomo Bacellar possuem. Além do mais, ao dizer que imitar autores é um pecado é como se estivesse criticando as escritoras que citou, pois Florbela retomou o mal-do-século e o soneto e Cecília recuperou a lírica vaga e musical como os simbolistas faziam.
"Minha sugestão portanto é que você crie um estilo todo seu, parecido com o de ninguém, e insista nele. Diferencial é importantíssimo nessa era de excesso de publicações.
Outra besteira constante, na minha opinião, é poetas recorrerem a temáticas do século XIX, como amor ligado à dor, musas em flor, campos (também em flor!) e outros temas que foram favoritos de românticos tanto tempo atrás.
Por que poesia precisa remeter a um passado distante e bucólico?"
No trecho acima, Bacellar sugere que os escritores ignorem as influências, maior riqueza literária! Se ela julga "besteira" as temáticas do século XIX, entonces ela deve julgar besteira todas os poetas daquela época
e também os sentimerntos de hoje, uma vez que há temas universais e atemporais. Não há como criar um estilo só nosso! Diferencial? Ora, se Bacellar critica quem escreve poesia, ela critica Remeter o passado é um direito de qualquer escritor e deve ser respeitado. Do que a poesia é feita? É lirismo, é lembrança, sentimento etc. Há necessidade de que a poesia não seja prática e objetiva, estamos diante de um texto literário e não de um texto meramente informativo.
"Encontre lirismo, beleza, interesse para os sentidos no que existe hoje, no século XXI. Se você escolher assuntos que jamais foram alvo de considerações pelos poetas famosos, como talvez seqüestros ou personagens da Casa dos Artistas ou a televisão ou festas infantis em bufês, aumenta muito sua chance de interessar um editor comercial. Poesia afinal foi criada para nos fazer olhar de modo diferente para o que está em volta, não é mesmo?"
Como encontrar lirismo se justamente é do lirismo que a pesquisadora quer que nos dispemos? Interesse para o século XXI? há temas que são universais e atemporais como eu já disse e que são rejeitados por Bacellar. A poesia não precisa se secularizar só porque uma crítica literária prefere assistir TV. Que a autora queime os clássicos, eu até compreendo, afinal, é assim que agem os pseudo-escritores. Mas dizer para escrever sobre Casa dos Artistas e outros lixos nada líricos é um ataque ao bom senso e ao bom gosto. Também é relevante ressaltar que contar uma história de sequestro diz respeito ao gênero narrativo e não ao lírico o que demonstra uma falta de domínio do tema por parte da autora da qual constata-se de que ela mesma não consegue ver motivos de lirismo no século XXI. Se poesia foi feita para olhar de modo diferente, por que não aceitar o arcaísmo? O texto se contradiz e ainda traz marcas de preconceito. Os comentários dos leitores que apoiam a autora são terrivelmente destrutivos.
"Quando produzir uma obra, aliás, minha sugestão é que crie um tema condutor que possa atrair a atenção do leitor. Poesias sobre tudo são o mesmo que poesia sobre nada. Escolha explorar vários ângulos -- interessantes, fascinantes, originais, que ninguém tenha feito antes! -- de um mesmo tipo de assunto. Os bufês infantis de meu exemplo anterior podem ser temas áridos, mas talvez não a infância consumista, por exemplo."
Oras, se um escritor deve escrever apenas sobre um tema, ele que escreva, mas isto ser um dogma é muito ruim. Tivemos escritores que escreveram apenas poesia sacra, por exemplo e foram ótimos poetas. Nunca devemos nos esquecer do baiano Gregório de Mattos que desenvolveu várias vertentes, será que ele escreveu sobre nada? Com certeza, não! Ter várias áreas não foi e nem nuncas será errado. Bufês infantis? Que coisa que esta escritora tem por bufês, por que ao invés de atacar os poetas, ela não cuida da festa de publicação dos livros dos escritores?
"Muitos poetas insistem ainda -- de modo nervoso, irritado -- em querer ser publicados por editoras comerciais quando falam apenas de si mesmos, de suas vidas, sem que nada de muito diferente tenham feito. Ora, sua vida interessa a quem conhece você, quem gosta de você. Se você escreveu algo sem chance de poder encantar a um norueguês daqui a cinqüenta anos, sugiro que parta para a publicação por conta própria.
Divirta-se fazendo uma noite de autógrafos entre seus amigos e parentes, faça o livro que você deseja sem a pretensão de comercializá-lo. Espalhe entre os seus conhecidos um pouco do que você sente, sem desejar o envolvimento da indústria livreira."
Os escritores que escrevem sobre suas próprias vidas escrevem autobiografias e não poesias. São tipos diferentes de textos. Bacellar também não sabe distinguir autor e eu-lírico. O eu-lírico é a voz que canta na poesia a dor. Vou explicar isto da melhor forma possível: citando um modernista. "O poeta é um fingidor" (Fernando Pessoa). Quando lemos um soneto sobre dor não quer dizer que o poeta esteja sofrendo. Muitos escritores não agradaram à sua época, mas agradam hoje cfomo ocorreu com Florbela Espanca, citada por Bacellar. O escritor não pode se sentir feliz apenas numa noite de autógrafos, é ridículo e discriminador esta parte do texto, a autora ordena que os verdadeiros poetas devem ficar no anonimato e felizes não pelos escritos, mas sim pela festa, realmente, o texto parece mais uma propaganda de bufê do que de crítica literária. Muitas bandas de rock se originaram assim, são as conhecidas bandas de garagem e o mesmo efeito ocorreu com orquestras e corais que eram de uso exclusivo de igrejas e escolas.
"Sugiro também que considere outras formas de publicação. Não conheço o funcionamento de veículos como cartões postais, cadernos e agendas, mas tenho visto nesses meios, assim como nas músicas, um canal para a expressão de muitos poetas. Caberia pesquisar como estes meios processam a seleção de seus materiais e talvez apresentar-lhes sua obra.
Vejo a música, hoje, como o canal mais poderoso de divulgação da poesia, não os livros. Portanto, quem deseja fazer fama e fortuna com letras tem muito mais possibilidades de encontrar aí, e não no mercado de livros, um canal possível para a sua arte e lirismo.
Boa sorte!"
A música realmente é uma área para os literatos atuarem, entretanto, já imagino quais são as músicas a que Bacellar se refere. Eis, caros leitores e cara plêiade, um texto que não tem a pretensão de auxiliar o poeta a publicar profissionalmente sim um texto que discrimina os poetas e ofende à poesia retrô. Precisamos vender, mas há de se enjcontrar uma forma de escrever e vender com dignidade. Que esta autora e tantos outros se inspirem em Safo, Cruz e souza, Florbela Espanca, Bilac, Francisca Júlia, Camões etc
Rommel Werneck
Assinar:
Postagens (Atom)
REVIVALISMO LITERÁRIO
Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:
* Promoção de Revivalismo;
* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;
* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;
* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;
* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).
* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;
* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;
* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;
* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).










