domingo, 27 de março de 2011

HAIKAI DE SHIRO UZÔ





quem sabe o segredo
que contam as folhas
da estrada de Edo?

14 comentários:

Febo Vitoriano disse...

Isto que é haikai e não aquelas frasinhas do twitter @rommel O sol nasce @ronan O sol tá forte @gabriel O Sol caiu cansado

Dudu Oliveira disse...

Pesquisei, li e ainda não compreendo o haikai, quanto mais leio sobre o tema, quanto mais leio esta variável brasileira menos entendo...

Nenhum artigo de Teoria Literária esclarece o que seja ou mesmo discorra sobre esta apropriação realizada por estrangeiros buscando dar forma e sentido ao que percebo como busca de esvaziamento. Cada comentário sobre beleza e pertinência me deixa ainda mais confuso, com a assimilação fácil do que mesmo os cultores, os japoneses, têm como forma elevada e restrita de contemplação...

Dudu Oliveira.

Geleiras disse...

eu não consigo entender o porquê de ser, em um alfabeto fonético...
para mim isso é um tanto extranho

Febo Vitoriano disse...

Olá, Dudu.

Sua opinião é, com certeza, muito enriquecedora para o senso crítico que lançamos sobre o haikai.

Se pensarmos que nos três versos devem existir a poiesis, o efeito literário, realmente veremos como muitos haikais simplesmente pecam pela não-literatura, portanto, minha opinião é um tanto diversa (mas não completamente oposta) da sua.

Este é um espaço para discussão saudável, mais comentários poderão auxiliar.

Nilza Aparecida disse...

escapa de um plano
brilhante essência das coisas
parte sem aviso

Febo Vitoriano disse...

Nilza, bravo!

Geleiras, bravo?

Febo Vitoriano disse...

Eita! Deu samba kkkk

Dudu Oliveira disse...

Assim como tradução não é criação, interpretação ou parafrase deve ser observada no seu propósito. Quando o portugues determina por conta da tradução a extensão de uma expressão milenar e aplica neste arbítrio os valores oriundos do seu modelo específico, ele se posiciona de forma diferente do modelo que pretende alcançar porque não consegue sair do medelo que o criou.

Não vejo a referencia, nem compreendo a finalidade da criação, objetivamente, vislumbro um exercício de ausencia e descrição em períodos curtos; não obstante a absoluta ignorancia no que diz respeito ao ritmo, essencial no nosso modelo de expressão poética, esta obsessão pelo haikai me parece mimetismo, imitação sem propósito, que quando chega a algum lugar não sabe bem porque está ali...

Dudu Oliveira.

Febo Vitoriano disse...

Ainda bem que somos um espaço democrático, já imagionou vc tecer essas críticas lá no grupo do FB ou para certas pessoas que idolatram a vanguarda?

Dudu Oliveira. disse...

Não tenho problemas com estas opiniões, os mais próximos sabem que considero algumas formas em poesia, modismo ou esquizofrenia disfarçada de vanguarda.

Tomando por base o nível de alfabetização e a capacidade leitora da maioria, quantos escrevem com consciência à forma e ao conteúdo que desenvolvem?

Seguir a caravana é bem mais confortável que desbravar caminhos.

Vejo o Facebook como rede social, interajo pela manutenção do espaço e só critico aos que percebo que podem dar um pouco mais, as indigências são indigências e ponto.

Dudu Oliveira.

Febo Vitoriano disse...

Voilà! Mas aqui em São Paulo e no círculo de pessoas que conheço não é essa visão colorida.

Dudu Oliveira disse...

Rommel,

A minha noção estrita sobre as pessoas que escrevem dentro da arte poética foi sendo depurada junto com a minha formação, hoje sem nenhum pudor, a minha sensibilidade me diz que qualquer pessoa pode escrever poesia, mas apenas os poetas fazem poemas.

Ainda dentro deste mesmo contexto e sob esta mesma ótica, um dentre dez escritores são de fato poeta.

Esta afirmação não pode ser considerada plena uma vez que estou apenas comentando a escrita, uma vez que na leitura o buraco é muito mais embaixo e a prática é ainda mais seletiva e restrita.

Tratando-se de literatura, há muito abandonei a maioria, sigo apreciando os círculos e escolas acreditando que quem faz a arte é o artista, individualmente.

Saudações sempre.

Dudu Oliveira.

Febo Vitoriano disse...

POr esta razão que sei que questionar certos assuntos como haikai vira polêmica em certos círculos.

Febo Vitoriano disse...

Deve ser por esta razão de existirem tão poucos escritores bons em um grupo que o PR possui poucos membros mas muitos seguidores que acessam o blog de 5 em 5 min.

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).