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segunda-feira, 28 de março de 2016

JORRANDO





JORRANDO 


Jorrarei vigorosa e branca lava 

Osculando-te a boca de água nívea
No silêncio dos gritos que reinava


Aos deleites da carne pecadora

Tateando-te em cândida lascívia
À garganta profunda e sofredora


Se salivas, se ingeres meu melado



Não importa! Me importa ter jorrado!



Rommel Werneck

sexta-feira, 27 de junho de 2014

CHEIRO DE CHUVA




Cheiro de chuva chegando p’ra mim....
O coração se encharcando de chamas....
A água que deixa chumaço sem fim...



Cheiro de chuva, uma flecha de drama
Fechando a chave o arrebol do jardim....
É enxurrada de haxixes e lamas!


E quando a chuva à luxúria se enfaixa,



Minha paixão a teu charme se abaixa.



Rommel Werneck

terça-feira, 22 de maio de 2012

Indrisação #05 - Frei António das Chagas


 
Se sois riqueza, como estais despido?
Se Omnipotente, como desprezado?
Se rei, como de espinhos coroado?
Se forte, como estais enfraquecido?

Se luz, como a luz tendes perdida?
Se sol divino, como eclipsado?
Se Verbo, como é que estais calado?
Se vida, como estais amortecido?

Se Deus? estais como homem nessa Cruz?
Se homem? como dais a um ladrão,
Com tão grande poder, posse dos céus?

Ah, que sois Deus e Homem, bom Jesus!
Morrendo por Adão enquanto Adão,
E redimindo Adão enquanto Deus.


António da Fonseca Soares
(Frei António das Chagas)



   CAÇA E CAÇADORA


"Se sois riqueza, como estais despido?
Se Omnipotente, como desprezado?
Se rei, como de espinhos coroado?
Se forte, como estais enfraquecido?"

António da Fonseca Soares,
(Frei António das Chagas)
Fénix Renascida, V




Se vós sois a Lua, como brilhais Sol?
Se filha de Júpiter, como sois virgem?
Se inocente, como em cervo nos transforma?


Formosa, porém caçadora voraz?
Deusa? Mas em ossos e carnes mulher?
Mulher? Mas vestida, entronizada deusa?


Ah! Diana, sois a graça da desgraça


Caça e Caçadora, Caçadora e Caça!



 Rommel  Werneck



NOTAS:


1- Inicialmente quis fazer um soneto, depois fiz o indriso, mas cheguei a pensar que como soneto ficaria melhor. Porém assim como indriso também está bom (céus, como sou indeciso!) porque a indefinição final, a falta de espaço e a própria dificuldade em escrever talvez reflitam o que vem a ser se referir a Diana.


2- Logicamente os versos finais deveriam alçar um "final", buscar uma explicação, uma conclusão acerca de Diana. Bem, isto até ocorre ("sois a graça das desgraças"), mas não há um desdobramento lógico do que é a "graça das desgraças", a única definição sobre o que se sente é a própria subjetividade numa repetição "Caça e Caçadora, Caçadora e Caça!" Talvez porque Diana seja mulher e deusa ao mesmo tempo e isso gere um certo conflito (influência cultista?)


3- Versos brancos novamente em hendecassílabos novamente para explorar o estudo de possibilidades, a experimentação = isométricos brancos em forma fixa! Versos livres são igualmente lícitos porque indriso é uma forma fixa que permite, todavia como existe uma atual aversão aos isométricos é bom usá-los.


4-   A fotografia foi feita por mim. É uma estátua de Diana no Parque da Luz, em São Paulo. É interessante valorizar estátuas públicas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

EU SÓ TENHO UM ROSAL



inspirado pelo magno Febus 


No passado chorei por amores
 que deixaram só dor em meu seio.
 Hoje em lágrima e dor ando cheio.

 No passado reguei belas flores
 que murcharam, sem pena nenhuma.
 Hoje eu ando à procura de alguma.

 Eu só tenho um amor: Cristo santo,

 eu só tenho um rosal: o de pranto.


Gabriel Rübinger


domingo, 25 de março de 2012

PUBLICAÇÃO DA I ANTOLOGIA INTERNACIONAL DE INDRISOS


Acreditava que já estivesse aqui. A Antologia organizada por Isidro Iturat aconteceu em 2011 para comemorar os 10 anos da criação do indriso, mas foi publicada no início de 2012


Eu, Cláudia Banegas, Gabriel Rübinger e Pablo Flora tivemos indrisos publicados.


Clique na imagem



   

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

INDRISAÇÃO #04 - Cruz e Sousa / Violante Montesino


Deixai que deste álbum na folha delicada
Eu venha difundir meus rudes pensamentos
Deixai que as pobres rimas, uns nadas poeirentos
Eu possa transudar da mente entrenublada!...

Deixai que de minh’alma na fibra espedaçada
Eu busque inda vibrar uns cantos tardos, lentos!...
Bem cedo os vendavais, aspérrimos, cruentos
Ai! Tudo arrojarão à campa amargurada!

Porém qu’importa isso! dos mares desta vida
Nos pávidos, estranhos, enormes escarcéus
Se alguma coisa val, és tu, ó luz querida!...

Rasguemos do porvir os áditos, os véus!...
Riamos sem cessar, embora em dor sentida!...
Também as nuvens negras conglobam-se nos céus!


Cruz e Sousa

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Doce ironia

Deixai que eu lembre de nariz erguido
Rindo-me loucamente ao sepulcral
Das flores secas no frio do quintal.

Mas deixai-me das dores expungido
Deixemos que sorria o vil passado
Nos traços incubados de outras eras,

Pois há contentamento encabulado

Saboreando a dor como as panteras.


Alex Oliveira


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AO AMADO AUSENTE

Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?

Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.

Ah! Suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?

Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.


Violante Montesino
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VIDA E MORTE

Seria a morte uma coisa descabida?
Será talvez simplesmente o fim da vida,
ou decerto um pesadelo, ou mesmo um corte?

Não seria alguma coisa desejada
Pois que a vida é a esperança tão sonhada
de venturas, que nos nega a dura morte!

Mas se sofres, já não almejas a vida

E enfim sonhas que te leve a Boa Morte!


Eliana Calixto

domingo, 26 de fevereiro de 2012

INDRISAÇÃO #03 - Bocage




Meus dias, que já foram tão luzentes,
Hoje da noite opaca irmãos parecem;
Meus dias miseráveis emurchecem
Longe do gosto, e longe dos viventes:

Horror das trevas, peso das correntes
Olhos, forças me abatem, me entorpecem:
E apenas por momentos me aparecem
Rostos sombrios de intratáveis entes:

Pagam-se da rugosa austeridade;
Antolha-se-lhe um crime, um atentado
Sofrer nos corações a humanidade:

Voai, voai do céu para meu lado,
Ah! Vinde, doce Amor, doce Amizade,
Sou tão digno de vós, quão desgaçado.


Bocage


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Triste Fado

Escurece meus dias a tristura;
De não mais desfrutar felicidades;
E sentir gosto só da desventura.

Na treva, que se faz amarga dor,
Não sinto que mereço este meu fado:
Que mais mereço ter do doce Amor.

Mas a Fortuna vale-me a desdita:

Que mais mereço, tenho por mais falto!


Ivan Eugênio da Cunha

sábado, 25 de fevereiro de 2012

INDRISAÇÃO #02 - Lope de Vega


      
Un soneto me manda hacer Violante,
que en mi vida me he visto en tal aprieto;
catorce versos dicen que es soneto:
burla burlando van los tres delante.


Yo pensé que no hallara consonante
y estoy a la mitad de otro cuarteto;
mas si me veo en el primer terceto
no hay cosa en los cuartetos que me espante.


Por el primer terceto voy entrando
y parece que entré con pie derecho,
pues fin con este verso le voy dando.


Ya estoy en el segundo, y aun sospecho
que voy los trece versos acabando;
contad si son catorce, y está hecho.



(Lope de Vega. Espanha. Século XVII).


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Un indriso me manda hacer mi mano.
A ocho versos así llaman indriso,
y en un soplo los tres primeros gano.

Pensé: “la consonante no diviso”,
mas corren términos en –iso y -ano,
perdón… y dos tercetos ya improviso.


El postrer verso no está tan lejano.


Fue el penúltimo, y hecho está el indriso.



(Isidro Iturat).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ROLETA RUSSA: #INDRISAÇÃO





:


Essa é mais uma edição do Desafio Literário Roleta Russa. Para quem não conhece, clique AQUI - O QUE É ROLETA RUSSA?



PROPOSTA:  Indrisação. Consiste em parafrasear ou se inspirar num soneto e criar seu indriso. Leia AQUI - Indrisação #01 - Camões. Os indrisos não precisam ser em versos regulares e/ ou rimados, fica à sua escolha, mas pede-se para dar um caráter retrô/ revivalista ao texto para postarmos aqui.


Essa roleta russa não possui palavras obrigatórias, está mais simplificada, caso esteja difícil o desafio (muito aberto), avisem-me e limito. Uma possibilidade é usar umas três palavras do texto original, se você for escrever seu indriso a partir de um soneto de Shakespeare, você pode usar três palavras do tal soneto. Enfim, é isso!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Indrisação #01 - Camões




Em outubro, escrevi um indriso a partir de um soneto de Camões, foi, portanto, uma releitura. 



A forma fixa escolhida por mim foi o indriso e assim tenho feito e pretendo postar essa nova seção no blog: a indrisação, um processo criativo que consiste em reler um texto e reescrevê-lo com sua visão (é uma releitura e não plágio!), porém em indrisos isométricos rimados ou versos brancos. 



Que levas, cruel Morte?- Um claro dia.
- A que horas o tomaste?- Amanhecendo.
- Entendes o que levas?- Não o entendo.
- Pois quem to faz levar?- Quem o entendia.

Seu corpo quem o goza?- A terra fria.

- Como ficou sua luz?- Anoitecendo.
- Lusitânia que diz?- Fica dizendo:
Enfim, não mereci Dona Maria.

Mataste quem a viu?- Já morto estava.

- Que diz o cru Amor?- Falar não ousa.
- E quem o faz calar?- Minha vontade.

Na corte que ficou?- Saudade brava.

- Que fica lá que ver?- Nenhüa cousa;
mas fica que chorar sua beldade.

Luis de Camões


Republicando a postagem de outubro aqui:



 A BOA MORTE


A M.P.


--- Quem passa por aqui? --– A Boa Morte
--- Por que boa se matas? --- Não, não mato
--- Que vieste fazer? --- Queimar-te todo


--- Como queimas? --- Com tua permissão
--- Depois fazes quê? --- Levo-te daqui
--- Levas-me aonde? --- Levo-te ao inferno


Isto, chamamos nós de Boa Morte,


Pois não nos mata, só conduz ao fogo...


Rommel   Werneck

04 de outubro de 1554 





Notas do autor:


Inicialmente, queria fazer uma releitura deste soneto ilustre de Camões, mantendo a forma fixa italiana, mas mudando o tema para amor. Com o andar da liteira (carruagem é muito séc XIX!), preferi uma forma fixa atual, o indriso é o poema mais contemporâneo que existe, portanto, meu plano foi criar algo ultramoderno mas com fortíssimo retorno ao Maneirismo. Que anacronismo!


A métrica adotada foi o decassílabo com doses de pentâmetro iâmbico em alguns versos para ser mais fiel ao período histórico.
Em contraponto, versos brancos para o anacronismo já comentado e também focalizar o ritmo nas perguntas, no conteúdo mesmo além de servir de exemplo de versos isométricos, mas sem rima.
Infelizmente, muitos poetas contemporâneos acreditam em divisões estabelecidas, por exemplo, "versos com métrica (sic) tem que ter rima ou versos (sem métrica) não podem ter rima". Isto nos leva a um reducionismo, uma restrição do que pode ou não fazer, sendo que precisamos buscar conhecer as várias alternativas possíveis, por exemplo, versos livres rimados, decassílabos sem rima, heterométricos rimados e brancos etc etc. Obviamente, a temática e outros aspectos também precisam se libertar desse puritanismo do Modernismo.


Rommel Werneck


O que é Indriso? 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

INDRISO EM 14 SÍLABAS

Pedro Américo 
A Noite e os Gênios do Estudo e do Amor



NIX


“A noite clareia os olhos do cego”
Hilton Valeriano


Ô, Noite, Noite, uma deusa na eterna primavera
Sorvendo em lágrimas sonhos passados sem destino
Veludo negro voando sem tempo, sem espera


Que cede a glória a período doce e matutino
Ah! Dia, Dia que a vida do Sol canta e venera
Teatro rubro de lúcido fogo cristalino


Porém ao filho soturno da Mãe Melancolia


É sempre Noite suprema, jamais chega a ser dia



Rommel Werneck 


Encaminhado para a Antologia Internacional

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

INDRISO EM HENDECASSÍLABOS 5a e 11a



CAI O PANO



Desçam as cortinas vis do meu teatro!
Os tecidos pobres que infestam meu ser!
Abandonem suas frisas e lugares!


Acabou mais uma cena minha, partam!
Tudo terminou, melhor, foi quase tudo!
Eu quero beber feliz, mas solitário...


Sozinho chorando essas horas finais


Enquanto se rasga o velho véu do templo...



Rommel   Werneck 


Encaminhado para a Antologia Internacional de Indrisos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

INDRISO DE RELEITURA SÉC XVI

 

Título: Portrait of a Florentine Nobleman
 Autor: Francesco Salviati (1510–1563)






 A BOA MORTE


A M.P.


--- Quem passa por aqui? --– A Boa Morte
--- Por que boa se matas? --- Não, não mato
--- Que vieste fazer? --- Queimar-te todo


--- Como queimas? --- Com tua permissão
--- Depois fazes quê? --- Levo-te daqui
--- Levas-me aonde? --- Levo-te ao inferno


Isto, chamamos nós de Boa Morte,


Pois não nos mata, só conduz ao fogo...


Rommel   Werneck

04 de outubro de 1554 

(OFF: pra usar com aquela roupinha da foto do meu facebook!)



Notas do autor:


Inicialmente, queria fazer uma releitura deste soneto ilustre de Camões, mantendo a forma fixa italiana, mas mudando o tema para amor. Com o andar da liteira (carruagem é muito séc XIX!), preferi uma forma fixa atual, o indriso é o poema mais contemporâneo que existe, portanto, meu plano foi criar algo ultramoderno mas com fortíssimo retorno ao Maneirismo. Que anacronismo!


A métrica adotada foi o decassílabo com doses de pentâmetro iâmbico em alguns versos para ser mais fiel ao período histórico. Em contraponto, versos brancos para o anacronismo já comentado e também focalizar o ritmo nas perguntas, no conteúdo mesmo além de servir de exemplo de versos isométricos, mas sem rima. 
Infelizmente, muitos poetas contemporâneos acreditam em divisões estabelecidas, por exemplo, "versos com métrica (sic) tem que ter rima ou versos (sem métrica) não podem ter rima". Isto nos leva a um reducionismo, uma restrição do que pode ou não fazer, sendo que precisamos buscar conhecer as várias alternativas possíveis, por exemplo, versos livres rimados, decassílabos sem rima, heterométricos rimados e brancos etc etc. Obviamente, a temática e outros aspectos também precisam se libertar desse puritanismo do Modernismo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

NASCE UM CLÁSSICO





  
          Clássicas são as obras que brilharam no passado e que hoje estendem seu brilho para as modernas manifestações da atualidade. Clássicos também são os pensamentos e devaneios humanos que nunca abandonam as artes e a sociedade. 


        No campo literário, o soneto merece o título de cátedra das cátedras por sua larga repercussão sem causar repetições cansativas na História. Se o soneto surgiu lá no Humanismo e reina ainda hoje, não há problemas em providenciar um príncipe encantado para ser regido com maestria. 


        O indriso é uma nova forma fixa criada por Isidro Iturat, artista espanhol que reside em São Paulo. O indriso é composto por oito versos distribuídos em dois tercetos e dois monósticos sem exigir a regularidade métrica dos versos e a rima, o que no soneto é uma grande polêmica. O modelo 3-3-1-1 estreou em janeiro de 2001, na capital espanhola enquanto em língua portuguesa o primeiro texto na nova forma fixa foi escrito pela pernambucana Cláudia Banegas, poucos anos depois.




BORBOLETANDO


Borboletas coloridas, bailam em um vai e vem.
Soltas e leves, espalham energia.
Cada uma é única, peculiar.


Transformadas, mudadas,
metamorfoseadas, enfim.
Sem retorno, sem volta.


São a perfeita expressão da natureza.


São evoluídas; lagartas, nunca mais.


CLÁUDIA BANEGAS



        Assim como o hai-cai, o soneto e outras formas fixas, o indriso preza pela concisão, o desafio está em combinar as palavras num espaço determinado. Seria muito interessante entrar na questão da densidade do texto exposto, a escritora e artista plástica Monique Allain já me dizia que o desafio da lírica era: revelar na máxima leveza a máxima profundidade. 


        O texto de Banegas realmente traz a densidade. O título “Borboletando” significa agindo como borboleta, o foco é a semelhança com as borboletas e não as borboletas em si. O eu-lírico cria a atmosfera harmônica das borboletas conforme se evidencia na primeira e terceira estrofes enquanto nos outros versos o tempo é o tema. Parece que há uma preocupação em mostrar que as belas borboletas nunca mais voltarão a ser lagartas (“sem retorno, sem volta”) o que torna a transitoriedade da vida tema central da obra. O próprio Isidro considera Cláudia Banegas a “explosão do indriso no Brasil”.


        Como se pode conferir, um clássico pode surgir perfeitamente nos dias atuais, a língua e a literatura estão sempre em transformação. E clássicos sempre são dignos de gerar não somente textos comuns, mas também outros clássicos.


Links Úteis:







 

 



REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).