Mostrando postagens com marcador DEREK SOARES CASTRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DEREK SOARES CASTRO. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de dezembro de 2023

In Articulo Mortis

 




Do prisco campanário, o brônzeo sino

Replica novamente o seu lamento,

Trazendo um réquiem ínclito e mofino,

Ecoando neste ocaso, ao firmamento.


Ao longe se condensa um véu cetrino,

E o Sol em lancinante ferimento,

Lembra um enfermo ao seu final destino,

Ungido no óleo do arrebol sangrento.


E num rumor de bronzes, os badalos

Chocam-se em melancólicos embalos,

Como se em prece, numa intercessão,


Fossem as vozes do último momento,

Do Sol, a receber o sacramento,

Da misericordiosa Extrema-Unção.


Derek Castro 

terça-feira, 11 de julho de 2017

AD INFINITUM


Ad Infinitum

Tremula o sol em tons crepusculares,
A bruxulear a chama no ocidente;
De passo em passo os cirros pelos ares
Dissipam-se no azul do céu morrente;

E a noite vem trazer os seus milhares
De astros que emergem gradativamente...
São luminosidades singulares
Da Via Láctea pródiga e imponente.

...E no fulgor da plácida paisagem,
Oriunda de um efêmero sentido,
Vestem-se aos olhos meus a tua imagem,

Feita de estrelas, céus e imensidades...
A tudo então contemplo, sucumbido,
Ante a visão perpétua das saudades.

Derek SCastro
Julho de 2017

*Regressando ao âmbito da poesia, eu venho trazer esta nova criação.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Réquiem d'Outono

Dos galhos, desprendidas pelos ventos
Caem as mortas folhas pelo chão,
Esparsas aos beirais dos calçamentos,
Nesse farfalhejar de solidão...

Dos campanários soam os mementos,
— Sinos a badalar em oração —
Em ressonâncias pelos firmamentos
A cadenciarem tal composição.

Nas curvas desses arcos ogivais
Mussitam os suspiros tão sacrais,
Dos sinos encerrando mais um dia...

E vejo os secos galhos se entrezando
Em devoção, e as árvores rezando,
Nesta hora divinal d'Ave-Maria!

Derek Soares Castro

sábado, 7 de maio de 2011

ÂNGELUS


Ângelus

Nestas seis horas, já plangem os sinos,
Badalando dos altos campanários,
Sons de réquiens, sacros e diários,
Longemente a ecoarem, tão mofinos.

Oscilam os badalos solitários,
Éreos, tão modulados e lustrinos;
Ai! Como choram todos esses sinos!
Esses mementos, trenos, centenários...

Dobram-se melancólicos, vibrantes,
Tangendo os bronzes, duros, rutilantes,
A ressoarem nítidos, divinos!...

E nessa badalada triste e calma,
Pareço sentir dentro da minh'alma,
O prantear de todos esses sinos!

Derek Soares Castro

sábado, 23 de abril de 2011

NO MEIO DOS SEPULCROS

No Meio dos Sepulcros

Hoje pelos sepulcros passando,
Enlutado num fundo desgosto,
Deu-me a vaga impressão, do teu rosto
Inda estar ali, triste me olhando...

E a lembrança voltou, me levando...
Para aqueles momentos d'Agosto.
A sentir o teu ósculo, o gosto,
Pelos lábios meus, frios, beijando...

Parecia-me ver, novamente...
Todo aquele olhar lânguido, flente,
A vir pelos teus olhos tão pulcros.

Longemente da luz da metrópole,
Hoje Amor, aqui nesta necrópole,
Vou passando por entre os sepulcros...

Derek Soares Castro 

* Versos Eneassílabos em Gregoriano Anapéstico (3ª, 6ª  e 9ª ).

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).