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De longe vejo o vosso pálido semblante
Que mui a mim me encanta e tanto me seduz,
Razão de ser dos pobres versos que compus,
De meu viver assim tristonho e soluçante...
Oh! Anjo meu! O vosso olhar é minha cruz!
Diamantino olhar, tal qual punhal cortante,
Bem mais profundo que o mar verde ondulante...
E que nas minhas trevas é luar! É luz!
Quisera ao lado vosso ser feliz, sonhar...
Seguir convosco até o fim de minha aurora,
E ter o vosso amor, o vosso bem querer.
Oh! Anjo meu! Razão do meu penar! Sofrer!
Quisera eu morrer embalsamada agora
Pelo perfume vosso... Pelo vosso olhar...
3 comentários:
Muito bom!!! Me lembrou um certo "Pessoa".
Sublime!
Belíssimo soneto!
Do Carmo, achou parecido com algum poema do Pessoa? Linka!
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