segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Capa da Antologia "Lira da Morte"



Caríssima plêiade,

Venho através deste, comunicar sobre a capa da nossa Antologia “Lira da Morte”, da qual fizemos três modelos de capa com fontes diferentes. Peço que deixem nos comentários desta publicação as suas escolhas dentre esses três modelos:




Desde já agradeço a todos!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Sonho




Sonho


Nas embriagantes horas de Morfeu,
Vem-me quem amo, em sonho delirante,
Tão serena, tão pulcra, tão radiante,
Enchendo de esperança o peito meu.

Sonho puro, de alvura tão constante...
Sonho límpido, sonho de Morfeu...
Sonho belo qual música de Orfeu:
Ode àquela de angélico semblante.

Oh! delírios noturnos melindrosos,
Tão frágeis sois perante a luz d'aurora,
Quebrando em mil pesares dolorosos.

Mil pesares... me pesa tanto tê-los...
Deixai-me vis delírios! Ide embora!
Que mais quero inefáveis pesadelos!


Ivan Eugênio da Cunha

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PÁLIDO PECADO



Soneto de 2007. A primeira vez que fiz essa montagem foi em 2009 quando fundei o blog. Agora, atualizando com uma formatação mais artística.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aos Escravos



"Eu juro pela minha Vida e pelo meu amor por ela
que nunca irei viver em função de outro homem,
 nem vou pedir a outro homem que viva em função de mim."

John Galt - A Revolta de Atlas (Ayn Rand)



Aos Escravos


Oh! seres malfadados deste mundo;
Que a si próprios perderam sem saber,
Que possuem, p'ra si, nenhum segundo;
E vivem suas vidas sem viver,

Escutai o sutil e assaz cruel;
Som, que destrói-vos todos lentamente,
Destas tantas correntes de papel;
Prendendo não o corpo, mas a mente.

Arrancai-as de si, oh! desgraçados!
Não deixeis que controlem vossos fados,
Não creiais sacrifício ser um bem,

Não torneis cada dia vosso vão;
E ensinai-vos a si esta lição:
Nunca ser um objeto doutro alguém!




Ivan Eugênio da Cunha


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

COMUNICADO: EXPOSIÇÃO


Oi. Como todos sabem íamos realizar uma exposição amanhã no Alquimia. Leia AQUI. Porém estou adiando a exposição porque durante esta semana estive indisposto e não pude imprimir o material, supervisionar, contatar outros autores etc.

Agradecido a quem já mandou.

domingo, 16 de setembro de 2012

Chaconne



Chaconne 

Irrompe, do silêncio mais profundo,
Os tão densos acordes dum violino;
Cantando, da Beleza, o triste hino;
Que compreende cada alma deste mundo.

E germina o embriológico e fecundo;
Universo harmonioso e cristalino;
Onde existe o melódico e divino;
E cabe a eternidade num segundo.

Sons vários s'entrelaçam com pureza,
Ressonando em minh'alma, que concebe,
Contemplativa, a essência da Beleza.

E canta em mesmo tom meu coração,
Mas, ah!, tão acanhado, ele percebe;
Que não pode imitar a Perfeição.


Ivan Eugênio da Cunha


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Melancolia





Melancolia

...cada vez mais me convenço de que a
existência humana é uma coisa bem insignificante.
Goethe, em "Werther"


Julguei ser amado, por um momento,
No entanto, esse amor não existia,
Foi apenas uma falsa alegria
Vinda pra majorar meu sofrimento.

Ora, afogo-me em dor e desalento,
Minha vida fria tornou-se mais fria,
Jamais sentira tal melancolia
Ou ficara tão p'la morte sedento...

Meus sonhos são ilusões que morreram,
Meus versos flores que não floresceram,
Sou feito de tristeza e pessimismo...

Já nem tenho lágrimas pra planger!
Ah! Destarte vale a pena viver?
Eis a indagação em que tanto cismo...

Renan Caíque

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pálida Donzela




Pálida Donzela

Oh! Pálida donzela, amo-te tanto!
Esmaece junto ao tétrico chorar
A tristura que jaz em meu olhar,
Quando contemplo teu eterno encanto!

Dissipaste-me o gélido quebranto,
Que por muito habitara como lar
Uma alma que assaz não pudera amar,
Vivendo sempre imersa em triste pranto...

Sonho contigo, e que tenho tua vênia
Para beijar-te a bela face branca,
E sentir o amor que mi'a dor arranca;

Sinto que és a flor duma velha nênia,
Que me surgiste na alva solidão,
Pra de amor preencher-me o coração!

Renan Caíque

Fúnebre Amor





Fúnebre Amor

Belo fim para quem morre a amar muito.
Pierre de Ronsard

Se é tudo negro e vazio
De que vale perdurar
Num viver destarte frio
Sem ninguém para me amar?

E se nesta noite bela,
Enlevante em resplendor,
Não há sorrisos, donzela,
Nem os teus beijos de amor.

Ah! se pudesses lembrar
Nossa prístina ventura,
Se tu pudesses me amar
Como me amaste, tão pura...

Recordo-me de ti morta,
Da languidez nos teus olhos;
Nada na vida conforta
O chorar dos meus refolhos;

Triste musa, inda te sinto,
Tal qual um profundo corte,
Amo-te tanto e não minto:
Quero-te! mesmo na morte!

Não tenho nada a perder,
Não tenho nada... ninguém...
Tudo o que anelo é morrer,
Mas a morte, ela não vem...

Por que sou tão desgraçado?
Mancebo louco, poeta
Que sofreu por ter amado...
Chora, ora, o amor que o asseta!

Vez última, beijar-te-ei
O rosto pálido e pulcro;
Após isso dormirei
Para sempre em teu sepulcro!

Renan Caíque

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Velho

Na hora do horror, sempre o mesmo pavor 
Na aflição da pena, de cuja dor teima
Fazer seu poema na sina que reina,
Palavras no peito, machucam de um jeito

Que fico arrasado, e o silêncio de um lado...
Ninguém me diz nada e minha alma prostrada
Querendo um amigo, a mim, só, me digo:
De noite o acoite, chicote e foice,



De diabo, o diabo, em mim já não caibo.
De tanto vazio, secou-se meu rio,
O verbo de um velho num tempo amarelo,

Na onda do vinho, surfando sozinho;
Não sei se covarde; se fui, já é tarde,
Só resta os espinhos dos duros caminhos.

                                 José Edward Guedes
                                 www.opassarinhodoidao.blogspot.com


Nota do Editor:

Receber este soneto com rimas internas é uma honra para o Poesia Retrô pois é mais uma forma de mostrar o que tenho constantemente falado: estudo de possibilidades.

Rommel Werneck
                               

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CONVOCAÇÃO: EXPOSIÇÃO DE POESIA RETRÔ




Em março de 2010 durante as comemorações de 1 ano deste blog foi realizada uma singela exposição no Centro Cultural Jabaquara.


Agora, recebi um espaço no evento gótico Alquimia em sua edição de aniversário em setembro em que serei um dos convidados no sarau. Sendo assim, a proposta da exposição foi aceita e julgo fundamental nossa participação.


1 -  A exposição consiste em uma série de folhas A4 impressas por mim e grudadas na parede por mim. Os escritores deste blog ou que realizem algum trabalho com revivalismo literário devem apenas me mandar poesias seguindo a formatação exigida. Apenas isto, não tem que pagar nada e nem custear a impressão (a não ser que você more na Grande SP e queira auxiliar).

Formatação exigida:

fonte verdana tam. 12
espaçamento de caracteres expandido
sem nome de autor ao final porque o nome do autor
aparece na minibiografia que deve ser Arial 11 expandido,
nome do autor em negrito normal sublinado
título da obra em negrito
caixa alta sublinhado.

Quer um exemplo? Veja aqui

http://depositfiles.com/files/as8pcbzgr


2- Ainda não sei quantas poesias de cada autor pretendo expor, mas 1 por autor está ótimo. Caso poucos enviem, aumentamos o números de poemas por autor.



3-As poesias devem ter marca de revivalismo, isto é, seguir a proposta deste blog, os versos devem fazer alusão ao período pré-modernista (com ou sem versos isométricos, com ou sem rima), tudo semelhante ao que lemos aqui no blog.


4-  Basta enviar a poesia + minibiografia (cite seu trabalho, sites etc) para meu e-mail principedark_alvaresdeazevedo@yahoo.com.br até o fim deste mês mais ou menos, quanto antes, melhor.


5- Como já foi dito, haverá um sarau no evento, se alguém quiser comparecer ou quiser que eu leia seus versos etc, por favor também mencione isto no e-mail. O mesmo digo para se você quiser auxiliar em alguma outra coisa, divulgação, montagem, impressão etc


6- Se acontecer de e-mail voltar (não vai acontecer, mas...), na dúvida, me procure no facebook.

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).