sexta-feira, 21 de setembro de 2012
COMUNICADO: EXPOSIÇÃO
Publicado por
Febo Vitoriano
às
20:00
Oi. Como todos sabem íamos realizar uma exposição amanhã no Alquimia. Leia AQUI. Porém estou adiando a exposição porque durante esta semana estive indisposto e não pude imprimir o material, supervisionar, contatar outros autores etc.
Agradecido a quem já mandou.
domingo, 16 de setembro de 2012
Chaconne
Chaconne
Irrompe, do silêncio mais profundo,
Os tão densos acordes dum violino;
Cantando, da Beleza, o triste hino;
Que compreende cada alma deste mundo.
E germina o embriológico e fecundo;
Universo harmonioso e cristalino;
Onde existe o melódico e divino;
E cabe a eternidade num segundo.
Sons vários s'entrelaçam com pureza,
Ressonando em minh'alma, que concebe,
Contemplativa, a essência da Beleza.
E canta em mesmo tom meu coração,
Mas, ah!, tão acanhado, ele percebe;
Que não pode imitar a Perfeição.
Ivan Eugênio da Cunha
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Melancolia
Publicado por
Renan Caíque
às
09:15
Melancolia
...cada vez mais me convenço de que a
existência humana é uma coisa bem insignificante.
Goethe, em "Werther"
Julguei ser amado, por um momento,
No entanto, esse amor não existia,
Foi apenas uma falsa alegria
Vinda pra majorar meu sofrimento.
Ora, afogo-me em dor e desalento,
Minha vida fria tornou-se mais fria,
Jamais sentira tal melancolia
Ou ficara tão p'la morte sedento...
Meus sonhos são ilusões que morreram,
Meus versos flores que não floresceram,
Sou feito de tristeza e pessimismo...
Já nem tenho lágrimas pra planger!
Ah! Destarte vale a pena viver?
Eis a indagação em que tanto cismo...
Renan Caíque
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Pálida Donzela
Publicado por
Renan Caíque
às
16:44
Pálida Donzela
Oh! Pálida donzela, amo-te tanto!
Esmaece junto ao tétrico chorar
A tristura que jaz em meu olhar,
Quando contemplo teu eterno encanto!
Dissipaste-me o gélido quebranto,
Que por muito habitara como lar
Uma alma que assaz não pudera amar,
Vivendo sempre imersa em triste pranto...
Sonho contigo, e que tenho tua vênia
Para beijar-te a bela face branca,
E sentir o amor que mi'a dor arranca;
Sinto que és a flor duma velha nênia,
Que me surgiste na alva solidão,
Pra de amor preencher-me o coração!
Renan Caíque
Fúnebre Amor
Publicado por
Renan Caíque
às
16:43
Fúnebre Amor
Belo fim para quem morre a amar muito.
Pierre de Ronsard
Se é tudo negro e vazio
De que vale perdurar
Num viver destarte frio
Sem ninguém para me amar?
E se nesta noite bela,
Enlevante em resplendor,
Não há sorrisos, donzela,
Nem os teus beijos de amor.
Ah! se pudesses lembrar
Nossa prístina ventura,
Se tu pudesses me amar
Como me amaste, tão pura...
Recordo-me de ti morta,
Da languidez nos teus olhos;
Nada na vida conforta
O chorar dos meus refolhos;
Triste musa, inda te sinto,
Tal qual um profundo corte,
Amo-te tanto e não minto:
Quero-te! mesmo na morte!
Não tenho nada a perder,
Não tenho nada... ninguém...
Tudo o que anelo é morrer,
Mas a morte, ela não vem...
Por que sou tão desgraçado?
Mancebo louco, poeta
Que sofreu por ter amado...
Chora, ora, o amor que o asseta!
Vez última, beijar-te-ei
O rosto pálido e pulcro;
Após isso dormirei
Para sempre em teu sepulcro!
Renan Caíque
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
O Velho
Publicado por
baopadana.blogspot.com
às
06:43
Na aflição da pena, de cuja dor teima
Fazer seu poema na sina que reina,
Palavras no peito, machucam de um jeito
Que fico arrasado, e o silêncio de um lado...
Ninguém me diz nada e minha alma prostrada
Querendo um amigo, a mim, só, me digo:
De noite o acoite, chicote e foice,
De diabo, o diabo, em mim já não caibo.
De tanto vazio, secou-se meu rio,
O verbo de um velho num tempo amarelo,
Na onda do vinho, surfando sozinho;
Não sei se covarde; se fui, já é tarde,
Só resta os espinhos dos duros caminhos.
José Edward Guedes
www.opassarinhodoidao.blogspot.com
Nota do Editor:
Receber este soneto com rimas internas é uma honra para o Poesia Retrô pois é mais uma forma de mostrar o que tenho constantemente falado: estudo de possibilidades.
Rommel Werneck
Nota do Editor:
Receber este soneto com rimas internas é uma honra para o Poesia Retrô pois é mais uma forma de mostrar o que tenho constantemente falado: estudo de possibilidades.
Rommel Werneck
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
CONVOCAÇÃO: EXPOSIÇÃO DE POESIA RETRÔ
Publicado por
Febo Vitoriano
às
01:34
Em março de 2010 durante as comemorações de 1 ano deste blog foi realizada uma singela exposição no Centro Cultural Jabaquara.
1 - A exposição consiste em uma série de folhas A4 impressas por mim e grudadas na parede por mim. Os escritores deste blog ou que realizem algum trabalho com revivalismo literário devem apenas me mandar poesias seguindo a formatação exigida. Apenas isto, não tem que pagar nada e nem custear a impressão (a não ser que você more na Grande SP e queira auxiliar).
Formatação exigida:
fonte verdana tam. 12
espaçamento de caracteres expandido
sem nome de autor ao final porque o nome do autor
aparece na minibiografia que deve ser Arial 11 expandido,
nome do autor em negrito normal sublinado
título da obra em negrito caixa alta sublinhado.
Quer um exemplo? Veja aqui
http://depositfiles.com/files/as8pcbzgr
2- Ainda não sei quantas poesias de cada autor pretendo expor, mas 1 por autor está ótimo. Caso poucos enviem, aumentamos o números de poemas por autor.
3-As poesias devem ter marca de revivalismo, isto é, seguir a proposta deste blog, os versos devem fazer alusão ao período pré-modernista (com ou sem versos isométricos, com ou sem rima), tudo semelhante ao que lemos aqui no blog.
4- Basta enviar a poesia + minibiografia (cite seu trabalho, sites etc) para meu e-mail principedark_alvaresdeazevedo@yahoo.com.br até o fim deste mês mais ou menos, quanto antes, melhor.
5- Como já foi dito, haverá um sarau no evento, se alguém quiser comparecer ou quiser que eu leia seus versos etc, por favor também mencione isto no e-mail. O mesmo digo para se você quiser auxiliar em alguma outra coisa, divulgação, montagem, impressão etc
6- Se acontecer de e-mail voltar (não vai acontecer, mas...), na dúvida, me procure no facebook.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Vendeta
Publicado por
Edir Pina de Barros
às
16:37
No cerne d’alma todo povo traz
o atávico desejo de vingança
se outro lhe arranca a última esperança
matando seus avós, seus filhos, pais:
e ocupa seu rincão e se compraz
em ruir sua força e a temperança,
esmagando sementes da bonança
desrespeitosamente e tão audaz.
Genocídio! O ruir de tantos povos,
que agora se repete com outros novos,
e se repetirá bem mais, e mais.
Vendeta! Força bruta, incandescente,
- como uma bomba atômica silente –
é filha de clamores ancestrais.
e ocupa seu rincão e se compraz
em ruir sua força e a temperança,
esmagando sementes da bonança
desrespeitosamente e tão audaz.
Genocídio! O ruir de tantos povos,
que agora se repete com outros novos,
e se repetirá bem mais, e mais.
Vendeta! Força bruta, incandescente,
- como uma bomba atômica silente –
é filha de clamores ancestrais.
sábado, 4 de agosto de 2012
Tesouro
Publicado por
Edir Pina de Barros
às
23:02
Tesouro que ninguém garimpa, explora
é o céu, seus diamantes estelares,
constelações sem fim, a bela Antares,
a Estrela Dalva, no raiar da Aurora;
a lua que, andejando o espaço afora,
envolta, muitas vezes, por colares,
asperge fios de prata pelos ares,
e usa um véu de nuvens, se o céu chora.
Tesouro: mil pepitas, diamantes,
a lua com seus véus, belos turbantes
que, no sidéreo espaço, vai e vem.
O manto azul de anil – esse tesouro –
ninguém pode roubar, comprar com ouro,
é bem de todos nós, e de ninguém.
.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
CICLOS XIII
Publicado por
Edir Pina de Barros
às
11:32
CICLOS XII
Edir Pina de
Barros
Mudanças e
mudanças nesta vida
conduzem-nos
a outros patamares,
quais rios,
que encontrando-se co’s mares
se perdem em
doce enlace suicida.
Sementes rasgam
a terra, que ferida,
permite o
renascer de mil pomares,
do trigo,
que alimenta tantos lares,
e nem por
isso sente-se vencida.
O tempo muda
o corpo das crianças,
( e é fonte
de alegrias, desencantos),
transforma,
cada qual, em novo ser.
O que seria
a vida sem mudanças?
A morte –
eternizada em cada canto –
refaz o
ciclo inteiro do viver.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
APURAÇÃO DO CONCURSO LITERÁRIO MOLDURA EM RUÍNAS
Publicado por
Febo Vitoriano
às
00:29
Para quem ainda não sabe, eu fiz parte da Comissão Julgadora do I Concurso de Poesias Moldura em Ruínas.
Eu fiquei muito honrado e feliz com a participação de leitores e autores deste blog e também porque o concurso teve excelentes frutos, somente um texto foi considerado não-literário.
Seguem fotografias da apuração dos votos e detalhe.
Os quatro: Alina Galante, André Veloso Ferreira, Lívia Trentin e eu
Os 4 critérios analisados foram:
• Ortografia e Domínio da Língua
• Lirismo
• Forma
• Originalidade
1º Lugar - Kamila Oliveira : Máquina do Tempo
2º Lugar - Miguel Eduardo Gonçalves : Contraste Cósmico
3° Lugar - Victorine Laforcade : Poison
As poesias poderão ser lidas no próprio site, acesse AQUI.
Eu fiquei muito honrado e feliz com a participação de leitores e autores deste blog e também porque o concurso teve excelentes frutos, somente um texto foi considerado não-literário.
Seguem fotografias da apuração dos votos e detalhe.
Os quatro: Alina Galante, André Veloso Ferreira, Lívia Trentin e eu
Os 4 critérios analisados foram:
• Ortografia e Domínio da Língua
• Lirismo
• Forma
• Originalidade
1º Lugar - Kamila Oliveira : Máquina do Tempo
2º Lugar - Miguel Eduardo Gonçalves : Contraste Cósmico
3° Lugar - Victorine Laforcade : Poison
As poesias poderão ser lidas no próprio site, acesse AQUI.
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REVIVALISMO LITERÁRIO
Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:
* Promoção de Revivalismo;
* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;
* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;
* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;
* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).
* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;
* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;
* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;
* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).






