sábado, 1 de outubro de 2011

CONQUISTA DA AMÉRICA




Povo mesoamericano,
descendentes dos Toltecas,
Foram guerreiros Astecas,
povo pré-colombiano,
que sofreu dor, sofreu dano
co'a chegada de Cortez
perderam tudo, de vez
o seu soberano espaço,
onde só restou seu traço
por conta da estupidez!

Essa gente de além-mar
apeou nas alvas praias
com intenção de dominar
destruiu os nobres Maias
donos de belas zagaias!
E dos Incas, que falar?
Nada ficou pra contar,
monumentos dos mais lindos,
depressa foram bulindo
só no afã de conquistar!

Oh! Colombo! Oh! Cabral!
Que cruzaram verdes mares
Trazendo a morte, aos milhares,
Tanto horror e tanto mal
E uma tristeza abismal!
Por conta dessas conquistas
Foram tantas as desditas
Tantos povos chacinados
Tantos outros conquistados
Por conta d’ouro, pepitas...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LUZES & SOMBRAS




Eu e meu pai - Antonio Lycério Pompeo de Barros - publicamos um livro em co-autoria: Luzes & Sombras (Poesias). Suas 124 páginas contém sonetos, rondéis, cordéis, indrisos e outras poesias. Sua Edição foi feita pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores/ CBJE. O livro foi lançado no aniversário de 89 anos de Antonio Lycério, no dia 20 de julho de 2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

UM POEMA DE LI CHANG YIN




As flores murcham e caem 
arrastadas pelo vento de outono.
Para onde foge o perfume delas?



Lǐ Shāngyǐn (c. 813–858)
Tradução de Gabriel Rübinger 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

GHAZAL EM ENEASSÍLABOS

Portrait of Paul Hugot (1878)
Author: Gustave Caillebotte



PROSADOR


A M.P.


Ando lendo este mau prosador
E por isto virei seu trovador


O romance sublime que fez
Me mostrou que desejo o escritor


O seu rosto me trouxe palavras
E que tento nos versos compor


As palavras perfeitas que escreve
Me tornaram seu novo cantor


Nos poemas preciso exultá-lo
Revesti-lo de grande louvor


La vem ele na grã procissão
Eu que levo nos ombros o andor


O deus grego caminha elegante
Algum Sol pode ter mais fulgor?


O barão de café, nos meus sonhos,
Surge lânguido em leve palor


Como príncipe, herói de seus contos
E antes mesmo de um beijo d’amor


Ele volta aos romances que escreve
Na fumaça, no fim, no vapor.


Rommel   Werneck

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

UM POEMA DE TU FU

Pintor: Katsushika Hokusai.    

Há três noites que sonho contigo.
Estavas em minha porta,
passando a mão pelos cabelos brancos,
como se uma grande pena te amargasse a alma.
Depois de dez mil, cem mil outonos,
não terás outro prêmio
além da inútil imortalidade.

De  Tu Fu para Li Po.
Tradução: Gabriel Rübinger  

sábado, 17 de setembro de 2011

CISMAS



Morreu em mim alguma coisa que não sei
Se foi o sonho, a dor, desejo ou poesia,
Só sei que em mim restou a alma mui vazia,
Um vasto império sem ninguém, sem ter um rei.

Nada restou de tudo aquilo que sonhei
Além dessa tristura, dessa nostalgia,
Escombros e ruínas do que tanto cria,
Fantasmas e miasmas de quem tanto amei.

Não sei ! Alguma coisa se rompeu em mim!
Quebrou-se em mil pedaços que se foram ao vento,
Deixando no meu imo esse vácuo imenso.

Só sei que algumas vezes cismo e mesmo penso
que tudo em mim morreu mas que viver eu tento,
para cantar o amor que me deixou assim.

TARDES PANTANEIRAS



Inolvidáveis tardes, ternas, pantaneiras,
de sussurrantes águas, segredando amores,
brincando sobre as relvas ou beijando as flores,
lambendo os jacarés, aos montes, pelas beiras.

Ao longe, dos ninhais, se ouviam mil rumores,
Dos pássaros, das garças, brancas e faceiras,
O gado, a mugir, na sombra das mangueiras,
E a flutuar canoas, com seus pescadores.

Ah! Tempos de fartura! Cheiros de jasmim!
De índios e caboclos, tempos bem diversos,
de redes nas varandas, roças ribeirinhas.

Tempos que longe vão, mas vivem dentro em mim,
Na entranha de minh’alma, onde gesto os versos,
Na intimidade morna das saudades minhas.

CHEIRO DE PITANGA



Faz-me lembrar a infância, o cheiro de pitanga,
Os ledos dias meus brincando nos quintais,
Os tempos de inocência, que não voltam mais,
Brincando de casinha sob o pé de manga.

Álacres tempos, sem censuras e sem zanga,
De rodas e cirandas, d’outros carnavais...
Ah! Tempos bons! Que não esquecerei, jamais!
Carros de boi gemendo! Dóceis bois de canga.

Ah! Cheiro de pitanga!Minha meninice!
Rodando bambolê, jogando amarelinha,
Catando pirilampos nas noites sem lua.

Cheirinho de pitanga machucada e crua,
Aroma de saudade da infância minha,
Prenhe de sonhos tantos, ilusões, ledice.

BEM QUERER




A fonte ressurgindo onde secara,
A borbulhar em gotas de prazer,
banhando-me co’a sua água clara,
penetra nos meus poros, alma e ser.

A fonte que secou volta a correr,
Com tanta fluidez, outrora rara,
Tornando mais alegre o meu viver,
Fazendo-me sentir qual bela Iara.

Vibrando co’o poder das águas suas
Tangendo as minhas curvas mornas, nuas
Morrendo-me d’amor eu me deleito.

Oh! Fonte de prazer! Oh! Doce fonte!
O mar é o nosso fim! Nosso horizonte!
Eu quero ser areia no seu leito.

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).