
A despedida vossa – meu desgosto –
Tornou-me assaz dorida e amargurada,
que nunca mais amei, senti mais nada,
e pôs-me tantos vincos no meu rosto.
Tal dor causou-me a vossa despedida,
Que agora sou a imagem da tristura,
Da mais sofrida e amarga creatura,
Que vaga pela noute, desvalida...
A despedida vossa, meu fadário,
Tornou-me um pobre ente solitário,
Apenas uma sombra suspirosa.
Não mais que uma sombra desditosa,
Que a mais triste saudade hoje esposa,
E arrasta vida afora o seu calvário.









