segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Brancura das Brancuras



Brancura das Brancuras

                                                   A Bruna F. P.

Brancura das Brancuras... Condenado
estou, pois que me prende de prazer.
Se posso tê-la ao peito, e sem dizer
no esquivo dos meus olhos ao teu lado.

Talvez, é que não caiba neste ser
as voltas que meu peito tem formado.
“Desejo é par de olhares malcriados,
piscando nos azuis do mais querer.”

É como conhecer o indefinido,
sabendo que teus livros já relidos
houveram de compor nossos olhares.

Mas cada sensação ali vivida,
é como ter um céu laçado a vida,
e a vida mergulhada em vários mares.

Vitor de Silva
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Imagem retirada do Google imagens

LUA NOVA

Já fui a lua do teu céu em noite escura,
Luzente lua cheia, intensa, purpurina,
Tendo ao meu lado a tua estrela matutina,
Sentindo dentro d’alma só amor, candura!

Já esgarcei, da noite tua, o véu, cortina,
Co’s feixes meus de luz, co’a minha iluminura!
Já mergulhei nos astros teus com tal loucura
Que conheci do amor maior, a luz divina!

O teu amor se foi! E nada mais restou!
E no teu céu escuro andejo, por te amar,
Lembrando tempos outros em que fui feliz!

Hoje não mais me vês! E lua nova sou!
No céu de tua vida já não sou luar...
E nada sou além daquela que te quis!

domingo, 24 de outubro de 2010

TV ORKUT E VALE DAS SOMBRAS






Ilustre Plêiade e Leitores,
abaixo estão os vídeos da entrevista na TV ORKUT por ocasião do Concurso do Vale das Sombras onde fiquei em segundo lugar pela segunda vez! Aproveitem e conheçam a comunidade literária gótica. 
No fim, há o link para uma gravação de áudio.






























Meu gravador registrou parte do programa. Quem quiser escutar, basta acessar minha escrivaninha.  

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O BEIJO QUE NÃO TE DEI

Tantas bocas eu beijei,
Tantos prazeres eu tive,
E o beijo que não te dei
É o que mais sobrevive!

Mudo, tristonho, calado
Persiste nos lábios meus,
Tão cálido e enamorado
Desses olhos que são teus!

Esconde-se pelos cantos
No disfarce do sorriso,
No pranto que eu não chorei!

Guarda todos os encantos,
Ainda é teu e indiviso,
O beijo que eu não te dei!

QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer, minh’alma, como a garça,
Há de planar, feliz, o meu lugar...
E lá dos céus, silente, há de olhar
O sol, que a noite, aos poucos, já esgarça...

Há de sentir a chuva fina e esparsa
Que, aos poucos cai por sobre a terra e o mar,
E bem suave, leve, qual fumaça,
Nos céus de minha vida irá voar!

Há de rever as serras, matas, rios,
E tudo que deixei por lá um dia,
Aldeias, índios, roças, muito mais...

Os pantanais, seus braços tão macios...
O amado meu! Que tanto me queria!
Depois, talvez, há de partir em paz!

OS TEUS FANTASMAS

Os teus fantasmas seguem-me nas ruas,
Nos vãos das noites minhas, tão vazias,
Nos meus lençóis em que também dormias,
E nos desvãos de minhas carnes nuas...

Os teus fantasmas são verdades cruas
Que roubam toda a luz destes meus dias,
E tornam minhas noites tristes, frias...
Replenas de saudades, que são tuas.

Os teus fantasmas calam minha lira,
Meus pobres versos... Deixam-me vazia...
E no meu corpo calam os meus desejos...

E sem desejos nada mais me inspira!
Queria ter-te aqui! Por Deus! Queria...
Sentindo em minha pele os teus latejos...

FLIPORTO




Ilustre Plêiade e Leitores, 
nosso poeta Ronaldo Rhusso está concorrendo na FLIPORTO 
cuja votação foi aberta para o público em geral. 


Acessem o link, façam login no youtube e cliquem em "Gostei". 
Comentários são facultativos. 


DIVULGUEM!



 

ROLETA RUSSA DON JUAN






TEMA: DON JUAN (Temas bem abertos, ou seja, genéricos, para que todas as criações não sejam muito parecidas e cada um tem seu estilo individual e suas influências)

PALAVRAS UTILIZADAS:  dissimulado(a), lépido(a), florete, férvido(a). (Enfim, são palavras diferentes que podem dar o arcaico para o poema e que o poema deve ter, é um meio de auxiliar o artista a deixar o texto retrógrado).

FORMAS POÉTICAS: Indrisos, sonetos, Rondéis ou poemas livres ( Para o tema proposto quero pelo menos uma forma fixa de cada. Cada escritor faz o seu texto, mas ao todo queria no mínimo 1 rondel, 1 soneto, 1 indriso e o restante poema livre.


IMAGEM/ TEXTO: (Os textos também podem ser inspirados numa imagem ou texto)



Don Juan's Triumph by ZhdaNN, encontrado em http://phantom-of-da-opera.deviantart.com/art/Don-Juan-s-Triumph-by-ZhdaNN-102003338

OBSERVAÇÕES:

- A presença não é obrigatória, a roleta serve para auxiliar;

- Não há prazo para publicar o texto, o autor pode ler, reler e revisar o texto quantas vezes desejar e também registrá-lo na BN( o que é indicado) e até mesmo nunca publicá-lo. Quando o texto por publicado, por no marcador ROLETA RUSSA- ( neste caso, por ROLETA RUSSA, DON JUAN, mas qualquer coisa, eu mesmo cuido disso);

- O autor pode propor uma imagem ou texto seu, saber que um texto seu inspirou outro escritor aumenta a auto-estima, a foto/ imagem então...

- Abaixo um artigo de Cláudia Banegas sobre o indriso que se trata de um poema em 3-3-1-1.


VOCÊ SABE O QUE É UM INDRISO? ARTIGO DE CLÁUDIA BANEGAS
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/654416

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GUARDA OS MEUS VERSOS...


Guarda estes versos que escrevi chorando um dia,
Como um alívio a minha dor, minha saudade,
Por um dever d’amor, que inda agora invade
O meu viver sem ti, carente de alegria!

Os versos que te fiz são frutos da agonia
Que me consome a paz, a minha mocidade,
Gerando em mim a mais profunda soledade...
São prantos de saudade em forma de poesia!

Oh! Guarda os versos que chorando eu te fiz!
São teus, como são meus os tristes sentimentos
Que, nestes versos, sem pudor, estou cantando...

Quem sabe um dia hás de lembrar quanto te quis...
E se saudades tu sentires por momentos
Beija estes versos que escrevi por ti chorando.
***
Soneto inspirado na seguinte passagem de Machado de Assis:
"Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando".

MAIS UM INDRISO RETRÔ CEDIDO ESPECIALMENTE PARA NOSSO SITE

  

ALBORADA



El mago me hizo jilguero,
mi amada, ya llega el alba,
y tu ventanica quiero.



Abre, amiga, la ventana,
que ya duerme el carcelero
que por la noche te guarda,



que el mago me hizo jilguero



para venir a tu jaula.



 

ISIDRO ITURAT


A imagem foi escolhida pelo Filipe Cavalcante porque mal sei espanhol. rs

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EFEMERIDADE!

Eu amo tudo que se foi de mim,

A mágoa que findou, a dor, tristezas,
Os meus amores plenos de incertezas,
As flores que morreram em meu jardim...

Eu amo o que se foi... Que teve fim...
O que morreu nas minhas profundezas,
Perdido entre o véu das sutilezas,
Ou preso numa torre de marfim...

Eu amo os tempos idos, tão fugazes...
E os novos tempos, com novos sentidos
Que hão de passar depressa como o vento!

O que se tem são coisas do momento,
E nada há de restar dos tempos idos
Nem mesmo os sonhos com seus tons lilases!

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).