sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FLIPORTO




Ilustre Plêiade e Leitores, 
nosso poeta Ronaldo Rhusso está concorrendo na FLIPORTO 
cuja votação foi aberta para o público em geral. 


Acessem o link, façam login no youtube e cliquem em "Gostei". 
Comentários são facultativos. 


DIVULGUEM!



 

ROLETA RUSSA DON JUAN






TEMA: DON JUAN (Temas bem abertos, ou seja, genéricos, para que todas as criações não sejam muito parecidas e cada um tem seu estilo individual e suas influências)

PALAVRAS UTILIZADAS:  dissimulado(a), lépido(a), florete, férvido(a). (Enfim, são palavras diferentes que podem dar o arcaico para o poema e que o poema deve ter, é um meio de auxiliar o artista a deixar o texto retrógrado).

FORMAS POÉTICAS: Indrisos, sonetos, Rondéis ou poemas livres ( Para o tema proposto quero pelo menos uma forma fixa de cada. Cada escritor faz o seu texto, mas ao todo queria no mínimo 1 rondel, 1 soneto, 1 indriso e o restante poema livre.


IMAGEM/ TEXTO: (Os textos também podem ser inspirados numa imagem ou texto)



Don Juan's Triumph by ZhdaNN, encontrado em http://phantom-of-da-opera.deviantart.com/art/Don-Juan-s-Triumph-by-ZhdaNN-102003338

OBSERVAÇÕES:

- A presença não é obrigatória, a roleta serve para auxiliar;

- Não há prazo para publicar o texto, o autor pode ler, reler e revisar o texto quantas vezes desejar e também registrá-lo na BN( o que é indicado) e até mesmo nunca publicá-lo. Quando o texto por publicado, por no marcador ROLETA RUSSA- ( neste caso, por ROLETA RUSSA, DON JUAN, mas qualquer coisa, eu mesmo cuido disso);

- O autor pode propor uma imagem ou texto seu, saber que um texto seu inspirou outro escritor aumenta a auto-estima, a foto/ imagem então...

- Abaixo um artigo de Cláudia Banegas sobre o indriso que se trata de um poema em 3-3-1-1.


VOCÊ SABE O QUE É UM INDRISO? ARTIGO DE CLÁUDIA BANEGAS
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/654416

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

GUARDA OS MEUS VERSOS...


Guarda estes versos que escrevi chorando um dia,
Como um alívio a minha dor, minha saudade,
Por um dever d’amor, que inda agora invade
O meu viver sem ti, carente de alegria!

Os versos que te fiz são frutos da agonia
Que me consome a paz, a minha mocidade,
Gerando em mim a mais profunda soledade...
São prantos de saudade em forma de poesia!

Oh! Guarda os versos que chorando eu te fiz!
São teus, como são meus os tristes sentimentos
Que, nestes versos, sem pudor, estou cantando...

Quem sabe um dia hás de lembrar quanto te quis...
E se saudades tu sentires por momentos
Beija estes versos que escrevi por ti chorando.
***
Soneto inspirado na seguinte passagem de Machado de Assis:
"Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando".

MAIS UM INDRISO RETRÔ CEDIDO ESPECIALMENTE PARA NOSSO SITE

  

ALBORADA



El mago me hizo jilguero,
mi amada, ya llega el alba,
y tu ventanica quiero.



Abre, amiga, la ventana,
que ya duerme el carcelero
que por la noche te guarda,



que el mago me hizo jilguero



para venir a tu jaula.



 

ISIDRO ITURAT


A imagem foi escolhida pelo Filipe Cavalcante porque mal sei espanhol. rs

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EFEMERIDADE!

Eu amo tudo que se foi de mim,

A mágoa que findou, a dor, tristezas,
Os meus amores plenos de incertezas,
As flores que morreram em meu jardim...

Eu amo o que se foi... Que teve fim...
O que morreu nas minhas profundezas,
Perdido entre o véu das sutilezas,
Ou preso numa torre de marfim...

Eu amo os tempos idos, tão fugazes...
E os novos tempos, com novos sentidos
Que hão de passar depressa como o vento!

O que se tem são coisas do momento,
E nada há de restar dos tempos idos
Nem mesmo os sonhos com seus tons lilases!

domingo, 17 de outubro de 2010

UMA ANTOLOGIA?



Ilustre Plêiade e Leitores,



Jamais vamos parar de produzir nossos e-books e já anuncio que prepararemos um novo e-book em breve. Contudo, recebemos propostas editoriais interessantes. A pergunta é: Algum leitor compraria nossa antologia? E os escritores? Estariam dispostos a investir não só financeiramente, mas também intelectualmente escrevendo o melhor possível e também humanamente dando sugestões para nosso trabalho?


Sejam sinceros, o importante é ter resposta nos comentários desta postagem.


Rommel Werneck

sábado, 16 de outubro de 2010

TANGO E LAMENTOS

Oh! Bandoneons, guitarras e pianos!
Que se debulham em prantos, mil lamentos,
A traduzir na noite sentimentos,
De dor, de amor, paixão, de desenganos...

Soluçam, sem pudores, bandoneons...
Um tango sangra a noite, corta os ventos,
A dizer da paixão, de seus momentos
Etéreos, quais as luzes dos neons...

Nas sombras, o desejo, que assedia,
Em tons e sobre tons de galhardia,
Explode em mil carícias consentidas...

No palco rolam lágrimas sentidas,
Num tango que revolve mil feridas,
À média luz, fumaças e bebidas...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

COISAS DO CORAÇÃO


- “Coisas do coração” – Assim me dizes...
Assim traduzes minhas mágoas, dores
Que deixam n’alma tantas cicatrizes,
Levando desta vida seus dulçores...

- “Coisas do coração, dos teus verdores”...
E assim disfarças todos teus deslizes,
Mas nossos dias já não são felizes
E vão morrendo em mim os meus fulgores.

Tu nem percebes que me vou aos poucos,
Que agoniza dentro em mim o amor,
O mesmo amor que já foi teu um dia...

- “Coisas do coração! Ciúmes loucos!”
Se ouvisses meus queixumes, meu clamor,
Até o fim da vida amar-te-ia...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

GANGORRA


A vida, meu amor, é uma gangorra...
Por vezes nós estamos lá encima,
Livres da dor, do escuro da masmorra,
De tudo que nos fira ou nos deprima...

Por vezes nós estamos lá embaixo...
Sem ver o sol vibrante, a luz do dia,
É lá ficamos mudos, cabisbaixos...
Escravos d’um amor, sem galhardia!

A vida é mesmo assim, tão inconstante!
E extirpa qual navalha, num instante
Os nossos sonhos sempre tão dourados!

Não importa se a navalha é cortante,
Que extirpe em nós os nossos sonhos, fados...
Que seja a vida sempre assim pulsante!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

JARDINS SECRETOS



Cultivo dentro em mim jardins secretos
Regados com meus prantos vãos, doridos,
Que permanecem sempre bem floridos,
E de perfumes são também repletos...

Neles cultivo os meus amores idos,
Os sentimentos meus, dos mais diletos,
Os meus penares tolos, mas discretos,
Etéreos sonhos meus, jamais vividos...

Jardins secretos que florescem em mim,
Rebentos dessa dor que em mim se espalma...
Aos meus amores idos, meus legados!

Orquídeas, cravos, rosas cor carmim,
Que viçam sobre húmus de minh’alma,
Nos limos de meus prantos represados...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

INFAME

Vós dizeis que sois inteira,
mas fugis é da verdade,
já que sois sempre metade
vos fazendo de fagueira,
mas pro bem sois derradeira.
Vosso olhar sempre difuso
vendo o amor qual em desuso
transparece o vitupério
denotando sem mistério
que vos apraz vil abuso.

Ronaldo Rhusso

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).