sexta-feira, 1 de outubro de 2010
MEU PRIMEIRO INDRISO COM AS "BÊNÇÃOS" DE ISIDRO ITURAT
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
NADA É, PARA OS HOMENS, DURADOURO
Tradução de Maria do Céu Zambujo Fialho.
original grego:
ὧν ἐπιμεμφομένα σ᾽ αἰδοῖα μέν, ἀντία δ᾽ οἴσω.
φαμὶ γὰρ οὐκ ἀποτρύειν ἐλπίδα τὰν ἀγαθὰν
χρῆναί σ᾽: ἀνάλγητα γὰρ οὐδ᾽ ὁ πάντα κραίνων βασιλεὺς ἐπέβαλε θνατοῖς Κρονίδας:
ἀλλ᾽ ἐπὶ πῆμα καὶ χαρὰ πᾶσι κυκλοῦσιν, οἷον
ἄρκτου στροφάδες κέλευθοι.
μένει γὰρ οὔτ᾽ αἰόλα
οὔτε πλοῦτος, ἀλλ᾽ ἄφαρ
βέβακε, τῷ δ᾽ ἐπέρχεται
χαίρειν τε καὶ στέρεσθαι.
ἃ καὶ σὲ τὰν ἄνασσαν ἐλπίσιν λέγω
τάδ᾽ αἰὲν ἴσχειν: ἐπεὶ τίς ὧδε
τέκνοισι Ζῆν᾽ ἄβουλον εἶδεν;
sábado, 25 de setembro de 2010
Cantiga da Lua Cheia

Ai de mim nessas horas
Que mira as estrelas e os astros noturnos
Tendo a lua cheia sua mais perfeita luz
Iluminando meu quarto soturno
Cheio de saudade e solidão
Apois São Jorge
Santo guerreiro, amado cavaleiro
Que em lua cheia com seu corcel
Valioso amigo e companheiro
Há de ter matado o dragão
Meu amigo ao longe
Tão qual guerreiro, amado cavaleiro
Veste vossa proteção em cruz vermelha
Montado em corcel ligeiro
E de lança na mão
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Amigo de longe olhar
Ai de mim nessas horas
Que mira as estrelas e os astros altos
Tendo a lua cheia sua mais perfeita luz
Iluminando meu manto alvo
Sangrado e suado de solidão
Apois São Jorge
Santo guerreiro, valente cavaleiro
Que em lua cheia com seu corcel
Valioso amigo e companheiro
Há de ter matado o dragão
Mia senhora ao longe
Donzela de luta, arqueira sagaz
Carrega em seu peito uma chama
Que queima forte em prece assaz
E de terço na mão
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Suserana de longe olhar
Amigo distante
Não vejo a hora de, ao longe, te ver
Em triunfal retorno sobre os mouros
Com tua flâmula ao vento se contorcer
Em sublime visão
E não tardes amado
Que aqui tua donzela te espera
Com mais que o peito na mão
Esperando-te acabar essa procela
Dentro do meu coração
Em prece solene
Não há em meu coração nada mais
Que, de meu amigo, o salvo retorno
Rogo-vos, Pai, que me torturastes demais
A meu amigo proteção
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Amigo de longe olhar
Senhora distante
Não vejo a hora de, ao longe, ver
Tua imagem dama a me acenar
Com lenço branco no ar a volver
Em sublime visão
E não tardo amada
Mas aqui teu servo fiel batalha
Com mais que a espada na mão
Esperando acabar com o que me atalha
Matando até um dragão
Em prece solene
Não há em meu coração nada mais
Que, de mia senhora, às saudades
Rogo-vos, Pai, que já lutei demais
A mia luta compaixão
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Suserana de longe olhar
Findo o embate
Retornam os cruzados, hospitalários
Nobres e servos de tantos reinos
Que caçaram ao longe seu salário
Em nome de Deus e oração
Só não vejo amigo
Coração mais que aflito o procura
Entre os rostos cansados e marcados
Por tamanha cobiça e loucura
Cadê meu coração?
Tende dó São Jorge
Que o avisto em maca dormindo ferido
Em vossas vestes templárias em cruz rubra
Acudo chorando meu amigo marido
Que tendes mia mão
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Amigo de tão belo olhar
Findo o embate
Retorno cruzado a meu reino morada
Nobre de riqueza de longe terra
Para me casar com minha senhora amada
Que jurou-me a mão
Só não vejo suserana
Coração mais que aflito a procura
Entre as damas que esperam seus moços
Só não encontro igual formosura
Da dona de meu coração
Tende dó São Jorge
Que abro meus olhos em maca ferido
E vejo donzela chorando em cima de mim
Senhora mais bela que já tenha visto
Fazia-me uma oração
Ó lua cheia de plena beleza
Levai minha prece a meu amor
Suserana de tão belo olhar
Luciano Alencar (BOI)
ENTREVISTA DE ROMMEL WERNECK NA TV ORKUT
VÍDEOS
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
III POESIA OU MORTE!
www.poesiaoumorte.blogspot.com
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A capela

(tradução de "I Saw a Chapel", de William Blake)
Vi uma capela dourada
Onde não ousavam entrar.
Ficavam ali, diante da porta
Idolatrando, a lamentar.
Entre as colunas do pórtico
Vi uma víbora se elevar
Crispar, contorcer, e por fim
Os áureos gonzos arrebentar.
Na nave decorada de pérolas
E de rubis a flamejar
Dirigiu seu corpo viscoso
De réptil para o altar.
Sobre a hóstia e o vinho
Seu veneno vi vomitar.
Então fui até a pocilga
Entre os porcos me deitar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
BEBENDO À LUZ DA LUA
bebo sozinho - nenhum amigo me acompanha.
Alço minha taça, convido a lua
e minha sombra - agora somos três.
A lua não bebe
e minha sombra apenas imita meus gestos.
Mesmo assim, são elas as minhas companhias.
É primavera, tempo de festa -
canto, a lua escuta e cintila;
danço, minha sombra se agita, animada.
Enquanto estou sóbrio, juntos estamos os três;
quando me embriago, cada um segue seu rumo.
Selamos uma amizade que nenhum mortal conhece.
E juramos nos encontrar no mundo além das nuvens.
獨酌無相親
舉杯邀明月
對影成三人
月既不解飲
影徒隨我身
暫伴月將影
行樂須及春
我歌月徘徊
我舞影零亂
醒時同交歡
醉後各分散
永結無情遊
相期邈雲漢
Date Created/Published: [between 1890 and 1940]
Medium: 1 print : woodcut, color ; 11.3 x 17.5 cm (sheet)
Summary: Print shows a man with a shoulder pole walking along a moonlite shore.
SARAU NOITE DOS POETAS MALDITOS
domingo, 19 de setembro de 2010
LUNA CRECIENTE
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
CAGED HEART
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A Lira Maldita
Roubei de um tísico vendedor de rosas
O perfume para fazer a minha prosa,
Que anda gasta por essas ruelas,
Onde ando a ver fechadas janelas.
Eu maldigo mais que um mendigo,
Como um jovem maldito e santo,
Que em orquestra de sapos canta:
Sobre a mesa o podre fruto.
De uma laranjeira que está morta,
Onde estão no chão as laranjas.
Pois um novo estilo e com franjas
Prefere um pequeno pé de bergamota.
E sigo eu com minha lira desafinada
A procurar palavras mais agudas.
Então encontro em uma cesta uma agulha
E uma camisa de algodão.
ALVES ROSA
REVIVALISMO LITERÁRIO
Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:
* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;
* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;
* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;
* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).








