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domingo, 24 de maio de 2009

Finada em Vida





Finada em Vida


Ontem, havia amor, deleite, sedução

Em ósculos e amplexos magistrais

Maviosa voz cantilenava aleivosias

Meu ser romanesco fido, em ti, cria


Querubim noturno que voejou...

Imersa em sangüíneas sombras,

Aparto níveas asas. Maculam-se!

Muito resta de tuas garras em mim.


No apocalipse, em que me sobrevenho,

Anoiteço ante a fúria dos cavaleiros!

Meu tempo findado. Sou sombra sem luz!


Vislumbro siluetas indecifráveis

Flagelos em degredo eternal...

Insignificância, eu sou!Abantesma!


Sanguínea!Há escarlate nas mãos,

Angústia no cerne... Indícios de repúdio!


Hoje... Gosto nebuloso, trevas em atração

Tímpanos atentos a entristecidos sons

Carregam graça na fúnebre aparência...


Sombria, na nuviosa paisagem enaltecida

Solitude do meu imo compungido...

Corvos, prefeita companhia entristecida!


Denise Severgnini


A ESPADA E A CRUZ








A ESPADA E A CRUZ



Sal vertido na senda de Santa Luzia

Imolou meu espectro sem lucidez

Vassala de ti, eu ajoelhei sem rezar...



Suserano de mim, lançaste tu, a adaga

Ruíram nossos castelos... Tergiversei!

Cruzado peregrino,aguilhoaste viagem...



Oscilei... lamúrias de sangue lancei

Exorei perdão ante a cruz da morte

Inumei a espada no azado afeto!



Denise Severgnini

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ÁLGIDO PANORAMA


ÁLGIDO PANORAMA

O alabastro é friagem


Como gélida é a imagem


A compor a paisagem


Retratada na visão


Seres fétidos povoam


As vizinhanças do burgo_(ser)


Que arriscam insurgir da lápide truanesca


Se a extenuação é certa


E a veracidade é cruciante


Faço um giro de 180º na grua


E peço valhacouto na praia erma


Enregelado clima transparece na existência afável


Que enfastia... Intrinco meus nortes


Abrolho adeus as tuas bestiais preces


Volito para outras esferas à expectativa do fenecimento!




Denise Severgnini

sábado, 23 de maio de 2009

Albrecht Dürer






Albrecht Dürer



Agnes Frey, dama imposta ao paladino

Logrou infeliz consórcio... Trafegou

Bendita ítalo clima, delineou seu destino

Regozijou-se na Germânia, onde ousou

Esculpiu em cobre, pintou... xilogravura

Cenas místicas, Madonas, seres satíricos

Hegemonizou perspectiva e proporção na pintura

Transcendeu na inventividade com seus épicos





De aparência etérea, foi magistral na arte

Um arquiteto perfeito, além do seu tempo

Renascimento, alento fecundo em sua vid’arte

Ensimesmado por enfermidade e contratempo

Retornou a Deus como todo gênio que parte





Denise Severgnini

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Trevas



Trevas



Soturnezes assolantes proliferam em certos imos

Ausentam-se os fanais do apropriado discernimento

Cadavéricas configurações ofertam seus préstimos

Promovendo hordas insofismáveis de desentendimento


Adentra-se ao sepulcro, vociferam verdugos Lucíferes

Sorumbáticas teses elevam-se às mentes psicopatas

Cadaverizam estações, hiperbolizam suaves éteres

Egressão faz-se nula! Biografias fenecem obstupefatas.


Soturnos véus embaçam o olhar, quando desprevenido

Tenência! Satanás alvitra ternas seleções ao incauto

Valhacouto!Prudência!São os vocábulos ao entendido

É de maior valimento feijão com arroz a banquete lauto



Denise Severgnini
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sábado, 16 de maio de 2009



ROMANTISMO



Oh! Doce amada!

Tomo tuas delicadas mãos

Dentre as minhas.

Assento nelas um beijo respeitoso.


Oferto-te, meu amor,

Como terno relicário

Repleno de anseio.


Meu coração lateja,

Ao vislumbrar tua lívida fácies,

Teu vulto plácido

Como a afável pétala da rosa!


Primorosa percepção!

Enlevo, encantamento!


Suave afeto de minha existência!

Apreendo-te em meu pensamento.

Aspiro ao momento de coabitar contigo!


Sou teu inexaurível arrebatado,

Querubim de meu devaneio aurífero!


Consagro a ti uma alfombra de flores

Para auferir tua passagem,

Quando emanas à veemência de meus amplexos!


Amo-te mais do que possa proferir avelhantados saltérios!

És tu, meu valioso thesaurus,

Bendição majestosa, alocução matutina!


Anelo sorver teu ósculo divinal,

Para amainar delicada volição

Desperta em meu cerne,

Quando meus olhos procuram o teu contemplar!


Denise Severgnini

Coração de dragão deslumbrado pela Lua







Coração de dragão deslumbrado pela Lua




Cavaleiro das idades medievais

A encavalgar em seu corcel altaneiro

Adornado de elmos e armaduras coruscantes

Este cerne parte em busca do amor verdadeiro

Cobreja os pântanos da comiseração

Que se oculta em bosques florejados.

Este arrebatado dragão quer deparar

Sua conluiada (Cíntia), o pretexto de sua idolatria.

Alçou burgos de devaneios e quimeras

Forjou flores soberbas, nas hílares primaveras,

Para engalanar as passagens de seu bem ansiar.

Enlevado imo de dragão, às vezes, lacrimeja de nostalgia.

Quando o apego ausenta-se, ele padece consternação.

Miserável coitado, um dragão extasiado!

Não pode jamais permanecer sem ela (Selene),

Seu pulcro e fidedigno apego!



Denise Severgnini

http://gfariasoliveira.blog.uol.com.br/images/dragoes00003.jpg

Bandida Lua

Bandida Lua

Oh Selene, andarilha das noites cruas
Nas alcatifas da minha quimera vives
E a conspurcas de maneiras espúrias
Breu ativa-se nas biografias breves...

Tua maldade pulcra legifera teses
Mal resolutas, ambíguas, letíferas
Que perpetrar se abismas meus deslizes?
Lapso de era!Falhas infrutíferas...

Impeço tua extensão e, então, adejo
Em cenóbios mediévicos, permaneço
Avejão de Arthur oscula-me sem pejo
Não padeço!Venero afetuoso gracejo

Nos orbes de Cíntia, retrocedo a vicejar
Luminar sem fanal, que almejas de mim?
Alvitre do desengano confina-te ao mar!
Almejo meu sorriso em lábio carmesim...

Denise Severgnini

http://i49.photobucket.com/albums/f254/Mariposa_pt/Death__Come_Near_Me_by_FuocoGotico.jpg

segunda-feira, 30 de março de 2009

Romanesco



ROMANESCO
Oh!Amada dos brunos espectros!

Solfejo-me em teus sons obsoletos

Nada oblatas a mim. Teus estros

Obliteram meus escritos completos


Idolatro-te na pulcra paisagem

Negas-me teu ósculo pervertido

Espero-te dama de cortês linhagem

Não chegas... Sal do meu olhar vertido


Sou uma sombra sem lucidez

Romântico em minhas quimeras

Bordo constelações em tua tez

Utopias de arcaicas primaveras


Divina dama de funéreas vestiduras

Alça voejo de teu torreão aprumado

Digna-te a oferendas de tuas ternuras

Sou um reles cavalheiro apaixonado!


Denise Severgnini
(Poema retrô gótico romântico)

REVIVALISMO LITERÁRIO


Poesia Retrô é um grupo de revivalismo literário fundado por Rommel Werneck e Gabriel Rübinger em março de 2009. São seus principais objetivos:

* Promoção de Revivalismo;

* O debate sadio sobre os tipos de versos: livres, polimétricos e isométricos, incluindo a propagação destes últimos;

* O estudo de clássicos e de autores da História, Teoria, Crítica e Criação Literária;

* Influenciar escritores e contribuir com material de apoio com informações sobre os assuntos citados acima;

* Catalogar, conhecer, escrever e difundir as várias formas fixas clássicas (soneto, ghazal, rondel, triolé etc) e contemporâneas (indriso, retranca, plêiade, etc.).