quinta-feira, 3 de novembro de 2011

GONÇALVES DIAS e OLAVO BILAC



Vi por aí um quadro comparativo entre Abraham Lincoln e John Kennedy, então pensei numa comparação entre dois poetas brasileiros que há muito tempo acho parecidos.

Gonçalves Dias e Olavo Bilac

Gonçalves Dias era reconhecido em vida como o maior poeta brasileiro. Olavo Bilac recebeu o título de Príncipe dos Poetas Brasileiros.

A poesia de ambos é ora lírica, ora épica.

Ambos são românticos. Olavo Bilac até mais do que se esperaria de sua escola.

Ambos são épicos. Gonçalves Dias até mais do que se esperaria de sua escola.

Ambos são patriotas líricos com, por exemplo, a “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, e o “Hino à Bandeira Nacional”, de Olavo Bilac.

Gonçalves Dias fez o épico indianista “Os Timbiras”. Olavo Bilac, o épico “O Caçador de Esmeraldas”, sobre as bandeiras, além do pequeno “A morte de Tapir”, indianista.

Gonçalves Dias estudou Direito, mas não foi jurista, foi professor. Olavo Bilac deixou o curso de Medicina e depois o de Direito, fez afinal Letras, e foi inspetor escolar.

Gonçalves Dias amou Ana Amélia a vida toda, e a família dela não permitiu o casamento. Olavo Bilac amou Amélia a vida toda, e a família dela não permitiu o casamento.

Anos depois da separação, Gonçalves Dias encontrou Ana Amélia e escreveu “Ainda uma vez, adeus”. Anos depois da separação, Olavo Bilac encontrou Amélia e escreveu “Maldição”.

A cadeira fundada por Olavo Bilac na ABL, a de nº 15, tem como patrono Gonçalves Dias.

Filipe Cavalcante

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POESIA RETRÔ

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   A ideia é compor poesias que mantenham forte inspiração no passado, mas também trazendo-o e comparando-o ao presente. Assim como a moda que a cada estação revela novas releituras, a poesia também pode nos mostrar criações do século XXI com inspiração nos movimentos literários do passado e exprimir isto utilizando  de vários artifícios, com a métrica, a constância rítmica e tônica, e o uso de consagradas formas, como os sonetos. Também são frequentes o uso de temas passadistas, arcaísmos, figuras de linguagem, emocionalismo e conflito interno, isolamento do cotidiano, referências mitológicas e religiosas, entre outros.

   Não queremos lutar contra a modernidade, pelo contrário, ela nos auxilia muito, mas nem tudo que se faz hoje é válido como nem tudo que se fez ontem era errado. Se vós idenfiqueis com nossos versos, juntai-vos a nós. 

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